Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 23/07/2020

Conforme consta no documentário “Da Servidão Moderna” o consumo de bens é cíclico o que torna a pessoa escrava do Sistema Mercantil Totalitário, isto é, do Capitalismo. De maneira análoga, o ato de comprar pode apresentar perspectiva positiva, no entanto, ele ainda não alcançou seu patamar ideal no Brasil, revelando-se um empecilho para o desenvolvimento da sociedade brasileira. Nesse viés, a aquisição exacerbada de inúmeros objetos, bem como a alienação de indivíduos brasílicos mediante a mídia auxiliam no crescimento desse panorama, visto que não há uma ação governamental - efetiva - que atue sobre o fato elencado. Assim, o capital acaba por possuir mais valor do que a hombridade humana.

Primeiramente, é indiscutível que de acordo com o ICC, Indicador de Consumo Consciente, 68% dos cidadãos são consumidores. Tal qual disse Émile Durkheim: “A consciência coletiva é um conjunto de regras e tradições que exerce pressão sobre o indivíduo de maneira a manipular seu comportamento”. Não distante da realidade, vê-se que compradores de todas as classes recebem ascendente influência dos meios de comunicação social que ora mostram diversas promoções de vestuários, alimentos, carros e cursos, ora dizem que o homem deve ser minimalista e regrar sua alta compra de produtos. Destarte, o ser humano é forjado e mesmo que adquira cotidianamente diversos artigos terá sempre um grau elevadíssimo de insatisfação consigo mesmo, com um preço.

Posteriormente, é incontestável que essa mazela possui efeitos nocivos para a psique da população, uma vez que de acordo com Marx: “O lucro é priorizado e os valores morais são perdidos”. Semelhantemente no século XXI não é diferente, porquanto o gasto abusivo gera acentuado endividamento nas classes C, D e E o que promove a ascensão da disparidade econômica entre as classes altas e baixas do contexto vigente. Além disso, o elevado índice de descontentamento com produtos adquiridos possibilita o surgimento de doenças que afetam o psicológico das pessoas, como a depressão e a ansiedade. Desse modo, não só os números de endividados crescem nessa pátria como também a quantia de pessoas com doenças mentais é alarmante.

Torna-se inegável, por conseguinte, que enquanto a força da educação e da economia não atuarem sobre a aquisição acentuada de bens o consumismo manterá seu movimento. Cabe ao Ministério da Educação, responsável por reformular e avaliar a política nacional de educação, consoante ao Ministério da Economia, elaborar campanhas publicitárias que sejam veiculadas através de emissoras de televisor que abordem a questão consciente. É importante que isso ocorra, por meio da aprovação de deputados e senadores com a finalidade de sensibilizar o comprador.