Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 27/07/2020
Segundo o filósofo e sociólogo Zygmunt Baumam, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, os hábitos de consumo da população só aumentam as crises mundiais. Sendo assim, percebe-se que o consumismo é um desafio para o Brasil, o qual ocorre devido às influências tecnológicas, como também aos padrões sociais.
Primeiramente, é importante ressaltar que as influências tecnológicas são as “chaves” para o consumismo em excesso. Analogamente, uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL), apenas três em cada dez consultados podem ser considerados conscientes em relação ao consumo, ou seja, esse valor equivale a 32% da população. Ademais, os indivíduos são extremamente influenciados pela mídia por meio do marketing e propagandas impostas nas redes sociais, sites de compras e televisão. Certamente, “comprar” é considerado um tipo de lazer e um modo para aliviar o estresse.
Indubitavelmente, os padrões sociais estão claramente refletidos no ato de consumir excessivamente. De tal forma, conforme a sociedade cria padrões reforçados pela mídia, o acúmulo de compras ocorre em todas as classes sociais para mostrar o quão bem-sucedido um indivíduo pode ser. Além disso, os seres-humanos não possuem o costume de realizar planejamentos financeiros, acarretando despesas superiores, principalmente para a população de baixo poder aquisitivo.
Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. O Serviço de Proteção ao Crédito deve investir em empresas de cursos financeiros por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que qualquer indivíduo ao abrir uma conta bancária deve obrigatoriamente comparecer nessas empresas uma vez por mês. Com o intuito das pessoas aprenderem administrar o próprio dinheiro, criando planejamentos de gastos mensais. Com essa medida espera-se que diminua as crises mundiais através dos gastos excessivos.