Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 24/08/2020
O consumismo se faz muito presente na sociedade onde vivemos, porém o mesmo consumismo guia diversas pessoas à pobreza extrema. O Brasil não fica de fora, visto que a falta de educação financeira e a busca pelo padrão de vida luxuoso contribui para o aumento da pobreza e desigualdade social.
De acordo com as determinações da Base Nacional Comum Curricular, a educação financeira deve ser uma competência obrigatória no ensino infantil e fundamental. Contudo, a realidade ainda é outra, já que essas aulas ainda não se fazem presentes à grade da maioria das escolas e a maioria das instituições e professores do Brasil não possuem a qualificação para trabalhar o assunto. Isso resulta em uma grande quantidade de alunos não dispõem da oportunidade de aprenderem a controlar seu dinheiro na infância, gerando assim adultos que dificilmente alcançarão uma vida financeira estável.
Paralelamente a isso, há a constante busca de muitas pessoas por um padrão de vida luxuoso. Devido a crise, a situação se reverteu um pouco, já que grande parte da população passou a controlar seus gastos. Porém, um estudo realizado e publicado pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, mostrou que após a crise, cerca 42% da população almeja retomar o estilo de vida antigo. Isso ocorre por causa da sociedade em que vivemos, constantemente bombardeados com propagandas, por exemplo, que buscam fazer a população acreditar que levar uma vida luxuosa é sinônimo de ser uma pessoa de mais valor.
Dito isto, é essencial que medidas sejam tomadas para contornar o problema apresentado. Cabe ao Ministério da Educação em conjunto com a família, como principal base educativa, difundir a educação financeira por meio de aulas e cursos, com o intuito de formar uma sociedade na qual os cidadãos saibam controlar seu dinheiro e assim também diminuir os altos índices de pobreza e desigualdade social.