Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 30/08/2020
Durante a Primeira Revolução Industrial, o modelo de produção capitalista estabeleceu-se. Este modelo, tem como principal objetivo o lucro, adquirido por uma sociedade consumista, iniciada com a Belle Époque, quando houve uma aceleração do consumo de produtos, resultante do desenvolvimento dos meios de transporte e com a influencia da mídia. Na sociedade brasileira atual, observa-se uma estrutura parecida com a supracitada, entretanto ainda mais intensa, por intermédio do aumento da globalização. Consequentemente, o consumidor despreza a compra utilitária, movida pela necessidade. Nesta lógica, ocorre o endividamento do comprador e um efeito maléfico sobre sua saúde mental. Primeiramente, é válido ressaltar o risco à saúde mental do indivíduo, causado pelo consumo compulsivo. Esse contexto, pode ser observado no filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, em que a protagonista começa a alucinar diálogos com as manequins das lojas, as quais a induzem a adquirir roupas desnecessariamente. Paralelamente a isso, muitas vezes os clientes utilizam da compra como válvula de escape para amenizar estresses do cotidiano, virando um ciclo vicioso e altamente prejudicial.
Em segundo lugar, sucede-se o endividamento do comprador, também retratado no longa-metragem. Uma vez que, sem ter tido uma racionalização do modo de compra, o consumidor vê-se obrigado a diminuir os gastos abusivos com mercadorias irrelevantes. No Brasil, a população tem dificuldades em lidar com o dinheiro, consequência da falta de educação financeira na Base Nacional Comum Curricular. Concomitantemente, não tem os artifícios necessários junto com a falta de informação para evitar a problemática.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem o consumismo na sociedade contemporânea. Logo, a fim de frear o consumo irresponsável, empresas de publicidade, estimuladas pelo governo, devem realizar campanhas comerciais, por meio de vídeos, animações e infográficos, que utilizem de linguagem verbal e não verbal e de fácil entendimento, a serem publicados em plataformas online e off-line, capazes de atingir um público variado, informando sobre educação financeira e os males do consumismo, para evitá-los. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir educação financeira na grade escolar. Feito isso, os conflitos vivenciados no filme não suceder-se-ão na realidade.