Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 17/09/2020

O sociólogo Zygmunt Bauman comenta em seu livro, Modernidade Líquida, que ‘‘vivemos em tempos líquidos, onde nada é feito para durar.’’ Diante disso, é notável como as fábricas e afins trabalham sobre o modo Toyotista, com tempo determinado para os produtos estragarem e os cliente os obterem novamente. Entretanto, o aumento do consumismo na nação também está ligado à mentalidade dos cidadãos.

Pode-se mencionar, por exemplo, que muitos indivíduos veem as compras como método de relaxamento, de aliviar o estresse presente no cotidiano. Além disso, há o fator de aquisição por impulso. De acordo com dados divulgados pelo SPC Brasil e CNDL, cerca de 59% dos brasileiros adquiriram produtos por impulso em fevereiro de 2018.

Contanto, não são as aquisições em si que preocupam tanto os estudiosos deste âmbito, mas sim as consequências de tal fator. Conforme um apuramento feito pelo Serasa Experian, aproximadamente 63,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes no país, o que demonstra como o consumismo afeta a população nacional. Todavia, condizente com a fala do filósofo William James: ‘‘O ser humano pode mudar sua vida mudando sua atitude mental.’’

Dessa maneira, compete ao Ministério da Educação(MEC) criar um projeto que ensine o modo de compra consciente por meio de palestras com sedes em escolas públicas a fim de diminuir o consumo exacerbado e, consequentemente, reduzir a taxa de inadimplentes, uma vez que isso auxiliaria o melhoramento na organização salarial dos sujeitos e com a atenuação da obtenção de mercadorias, não haveria tanto descarte de resíduos sólidos, levando a contração da poluição.