Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 19/10/2020
É notório que, com a Revolução Industrial, no século XVIII, houve uma transformação no modo de produção, aumentando a sua quantidade e, consequentemente, a forma de consumo da população mundial. Contudo, atualmente, no Brasil, esse consumismo desenfreado provoca efeitos não só nas relações de trabalho, mas também no funcionamento da sociedade como um todo. Nesse sentido, percebe-se que a grande desigualdade social brasileira afeta o acesso ao trabalho e, também, ao consumo e, assim, forma uma sociedade mais alienada.
Primeiramente, o modelo econômico vigente estabelece que é preciso trabalhar muito para conseguir consumir muito, e, ao mesmo tempo, não há uma reflexão acerca dos que não possuem tais condições. A partir disso, devido à desigualdade social existente na pátria brasileira, há a garantia de uma divisão do acesso ao trabalho e, consequentemente, aos bens de consumo. Entretanto, a atual forma organizacional da sociedade transforma pessoas em reféns do processo de produção, o qual utilizam o seu tempo para trabalhar e produzir mercadorias e, no tempo livre, buscam satisfazer as falsas necessidades que surgiram no meio do processo. Nessa perspectiva, o ilustrador Steve Cutts mostra, no curta-metragem “Happiness”, a busca incessante pela satisfação e felicidade por meio do consumo, porém, é apenas o sistema vigente que lucra. Assim, observa-se que o capitalismo promove a grande necessidade de compra, e isso acentua as desigualdades sociais existentes.
Ademais, os indivíduos são constantemente alienados por influência midiática, a qual visa o consumo desses brasileiros. Nesse contexto, observa-se o filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”,o qual destaca que as pessoas estão gradativamente mais impulsivas nas suas compras, incentivadas pela mídia, vitrines e promoções. Desse modo, as empresas aproveitam disso para criar produtos que têm uma curta duração de vida, a fim de que estraguem rapidamente e os consumidores comprem mais, o que ficou conhecida mundialmente como obsolescência programada. Dessa forma, percebe-se a alienação causada pelo consumismo, que afeta tanto as relações de trabalho como as sociais.
Fica evidente portanto, os reflexos do consumismo na sociedade brasileira. Logo, o Ministério da Educação deve estimular o pensamento crítico desde os primeiros anos da vida escolar, por meio de palestras e debates nas escolas e criação de uma disciplina que deve ser voltada para a conscientização sobre o que comprar necessariamente. Dessa maneira, será possível formar um senso consciente e cidadania e evitar a entrada da população em um mundo cada vez mais consumista. Sendo assim, os efeitos do modelo econômico consumista implantado no mundo pela Revolução Industrial serão mitigados em decorrência da sociedade mais responsável.