Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 29/09/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à liberdade, igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o consumismo encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a influência midiática, em consonância com a ganância social, são os principais pilares para esses conflitos.

Em primeiro plano, vale salientar o incentivo consumista como perpetuador do problema. Segundo sociólogo Karl Marx, em sua análise sobre a sociedade, o dinheiro é a essência do trabalho e da essência do homem, a essência domina-o e ele adora-a. Sob essa ótica, essa valorização exacerbada do dinheiro,  associada com apelo midiático das vitrines e das promoções, desencadeia uma sociedade extremamente consumista.

Paralelamente a esse cenário, surge a degradação do meio ambiente como consequência direta desse alarmante panorama. A ambição e a avareza das pessoas geram produção exagerada de lixo e poluição do ar. Assim,  tal constatação pode ser observada no filme Lorax, que aborda de uma forma clara sobre os males de um consumo inapropriado, esse consumo é responsável pela  extinção de 40% das espécies nativas,  como afirmado pelo IBGE.

Portanto, com intuito de mitigar o consumismo no Brasil, urge que o Estado, como promotor do bem- estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais digitais, que por meio de workshop alertariam a população sobre os riscos de um consumo sem consciência. Destarte, é basilar a mídia promover campanhas de desestimulo ao consumismo. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.