Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 03/12/2020
Na série “Friends”, a personagem Rachel é influenciada pela sociedade e a mídia a sempre comprar mais roupas e sapatos sem necessidade. Fora da série de televisão também é possível ver esse comportamento em muitos brasileiros gerado pelos hábitos de consumo desenfreados. Nessa perspectiva, seja pela influência midiática, seja pela inconsciência do consumo exagerado, o descaso com os hábitos de consumo continua, afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige uma reflexão urgente.
Em primeira análise, é fundamental pontuar que a influência da mídia é uma das principais responsáveis pelo consumo desenfreado do brasileiros. Na música 3º do plural, da banda Engenheiros do Hawaii, é possível observar uma crítica direta à publicidade e como a sociedade é influenciada por ela. Assim como, a indústria cultural, impulsionada pelo capitalismo, está a todo momento levando-nos a consumir objetos desnecessários através da influencia feita pelas propagandas televisivas e por meio das redes sociais. Desse modo, faz-se necessária a mudança dos hábitos de consumo dos brasileiros.
Ademais, é imperativo ressaltar que os hábitos de consumo dos brasileiros, atualmente, também derivam da inconsciência do consumo exagerado. De acordo com a pesquisa da Confederação Nacional de Dirigente Lojistas, 7 em cada 10 pessoas são consumidores inconscientes. Partindo desses dados, é possível perceber como os brasileiros compram involuntariamente sem necessitarem de tal produto, por muitas vezes serem influenciados por propagandas. Uma vez que esse hábito, pode garantir a sensação de prazer, reduzindo o estresse e causando um sentimento de status social. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para melhorar os hábitos de consumo entre os brasileiros.
Portanto, é mister a adoção de medidas que possam minimizar o consumo desenfreado no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação- responsável pela sistema educacional brasileiro-, criar aulas de educação financeira por meio da inserção dessa matéria na Base Comum Curricular, a fim de que os jovens possam ter mais responsabilidade com o seu próprio dinheiro e não gasta-lo de forma compulsiva. Com essa ação, os brasileiros não passaram pelas mesmas situações de Rachel.