Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 16/10/2020
Os hábitos de consumo no Brasil, tornaram-se problemáticos nos últimos anos, visto que houve uma expansão do crédito às famílias, o que proporcionou a aquisição de eletrodomésticos, além de acarretar, também, em um endividamento.
Em contrapartida, os consumidores não se sentem atraídos, apenas, pelas facilidades na compra. Para Karl Marx, há um fetiche da mercadoria, embora nem todos possam comprá-la, são despertados valores subjetivos, capazes de levar ao consumo, como felicidade, relaxamento e satisfação.
Não obstante, a internet impulsiona esses interesses. Para tanto, Shoshana Zuboff, ao trabalhar com o conceito capitalismo da vigilância, argumenta sobre como as empresas, ao se utilizarem dos dados fornecidos pelos usuários, traçam perfis deles, os quais são capazes de prever o que desejarão comprar. Além disso, a mensagem possibilita induzir na aquisição de produtos que, às vezes, nem são essenciais. Este fato, caso em excesso, pode indicar compulsão.
A despeito disso, convém lembrar acerca da obsolescência programada, a qual reduz a durabilidade dos produtos, a fim de forçar os clientes a comprarem novos. Essão é comum em produtos tecnológicos, cuja validade não dura mais do que o período de garantia. Dessa maneira, percebe-se que o consumo é moldado por ações governamentais, necessidade ou interesses empresariais.
Desse modo, é necessário que os Conselhos Estaduais de Educação insiram uma disciplina chamada de consumo responsável. Essa, por sua vez visaria alcançar, a médio prazo, a conscientização dos jovens cidadãos sobre o consumo. Ademais, caberia às Universidades Estaduais capacitar, a cada seis meses, os professores para ministrarem essa disciplina, que teria um caráter interdisciplinar, pois contaria com professor de matématica, sociologia, biologia, geografia e português. A aula teria duas horas de tempo, a ser ministrada semanalmente, com enfoque sobre uma das áreas contempladas.