Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 13/11/2020

Com o advento do fenômeno da  Globalização, no século XX, ocorreu um significativo avanço nas relações sociais e econômicas. Nessa perspectiva, na conjuntura contemporânea , percebe-se a alteração nos hábitos de consumo da sociedade, em virtude do crescente aumento do poder de compra dos indivíduos, bem como do progresso dos meios de comunicação e transporte. Nesse contexto, urge analisar como a obsolescência programada e a publicidade exacerbada influenciam as relações de consumo no âmbito social.

Convém ressaltar, a princípio, que as práticas de consumo na sociedade estão intrinsicamente relacionadas à obsolescência planejada. Nesse viés, após a crise de 1929 - resultado da grande depressão na economia mundial - algumas empresas começaram a fabricar produtos com o tempo de vida útil menor. Diante disso, houve um impulso nos hábitos de compras no cenário global , à medida que os itens passaram a durar cada vez menos e as pessoas eram instigadas a consumirem mais, haja vista que as instituições empresariais difundiam objetos modernos e avançados em um curto período. Por conseguinte, tal  panorama corroborou para o afloramento de um corpo social baseado em relações excessivamente consumistas.

Outrossim, vale salientar como a publicidade exacerbada proliferada na esfera social interfere nos padrões de consumo. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu , 76% dos brasileiros não praticam o consumo consciente. Tal panorama ocorre devido à lógica do sistema capitalista que visa apenas o lucro e, concomitantemente, atender os interesses empresariais. Nesse sentido, os veículos de comunicação em massa propagam concepções ilusórias de que a felicidade só será alcançada a partir da aquisição de bens de consumo. Desse modo, os indivíduos passaram a consumir produtos supérfluos para obter falsas sensações de bem-estar.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para estimular os indivíduos a consumirem de forma consciente. Logo, cabe ao Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela formação civil - promover nas escolas, desde as séries iniciais, palestras e atividades lúdicas, as quais visem estimular o senso crítico dos discentes acerca do consumo de produtos sem necessidade. Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados , como os psicólogos , a fim de que os cidadãos consumam de maneira adequada.