Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 06/12/2020
“De Land Rover, Evoque, na pista eu arraso, no Instagram um close ela comenta eu já caso…” Essa frase é de um funk do cantor Mc Guimê, cuja letra reflete o impacto que a “ostentação” e a apologia ao consumo têm sobre a sociedade brasileira. A lógica da globalização ocorre muito em função do consumismo, prática muito presente hoje no Brasil. Visto isso, dentre os possíveis causadores para o consumo desmoderado entre os brasileiros, tem-se a obsolescência programada que fazem as muitas grandes empresas, e o fetichismo dos bens materiais.
Diante desse cenário, é perceptível as estratégias que as multinacionais usam para estimular o consumo em massa. Uma delas, a obsolescência programada - tática das grandes marcas de diminuir a vida útil dos produtos para estimular o consumo. Igualmente, a Apple, por exemplo, que constantemente lança novas atualizações para tornar os aparelhos anteriores mais lentos, estimulando a compra de um novo . Bem como o conceito de durabilidade dos produtos; as lâmpadas, por exemplo, em sua origem, duração de até 2500 horas, até que se percorrer que toda essa durabilidade não seria rentável aos negócios, deva-a para um tempo médio de 1000 horas apenas - segundo dados do Instituto Nacional de Ecologia e Meio Ambiente.
Além de tornar os produtos obsoletos, outra lógica do sistema capitalista que contribui com o hábito de consumo é o significado que se dá aos bens materiais. Visto isso, pode-se dizer que esse fetichismo é um dos principais motores do consumismo, uma vez que um carro, uma casa, ou uma peça de roupa, passam a ter acepções que vão além do seu valor próprio de uso, são personificados - teoria afirmada pelo filósofo Karl marx. Por conseguinte, dados de uma pesquisa do SPC (Serviço de Proteção ao crédito), estando que cerca de 3 em cada 10 clientes fazem compras como principal forma de lazer, uma vez que o produto é o que lhe trazem felicidade (ou a falsa sensação de).
Sendo assim, cabe às grandes marcas o desenvolvimento de diferentes métodos de estímulo ao consumo, que não envolve a obsolescência do programada, por meio de reuniões que visem essas estratégias. Ademais, é papel dos influencers digitais - pessoas que têm voz nas grandes mídias - junto à plataformas midiáticas, a desconstrução da ideia de atribuir valores que não existem aos bens materiais, por meio de movimentos e de organizações de projetos, com o objetivo de diminuir o hábito de consumo desmoderado entre os brasileiros, de modo que funks com apologia à ostentação como o do “mc Guime” não tenham mais impacto sobre a sociedade.