Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 13/12/2020

“Eu vejo, eu gosto, eu quero, eu compro.” A tradução de um trecho de uma música da cantora Ariana Grande demonstra a influência do consumismo na vida de uma pessoa. Entretanto, a realidade mostra que o consumo desenfreado não é benéfico, pois pode tornar os cidadãos alienados e causar danos para a natureza do país.

Primeiramente, convém citar o filme “Os delírios de Becky Bloom”, que mostra a vida de uma consumista compulsiva e a alienação em que ela vive. Para além da ficção, pode-se afirmar que o homem hodierno também vive alienado, visto que prioriza o “ter” em detrimento do “ser”. Ou seja, o brasileiro atual prefere ter o carro do ano ou o modelo de celular mais recente do que ser um bom pai ou boa mãe, por exemplo.

Em segundo plano, é válido ressaltar que a aquisição desenfreada de produtos pela sociedade moderna, faz com que haja uma demanda muito alta dessas mercadorias, destarte os meios de produção exploram ainda mais a natureza em busca de matérias-primas, o que resulta em problemas ambientais, como elevação da quantidade de lixo produzido, poluição atmosférica e escassez hídrica.

Ademais, é importante destacar que, de acordo com o documentário “A História Secreta da Obsolescência Programada”, os itens fabricados, atualmente, são feitos para não durarem muito tempo. Dessa maneira, isso faz com que haja estímulo para que os indivíduos comprem mais mercadorias, o que contribui para o acréscimo de resíduos que são despejados no meio ambiente, haja vista que elas tornam-se rapidamente obsoletas.

Por tudo isso, percebe-se a necessidade de se mudar esse cenário nefasto e construir uma nação mais consciente e preocupada em preservar o ambiente. Para tanto, o Governo Federal deve, através do Ministério da Educação, promover palestras acerca dos perigos do consumismo compulsório e incluir na grade curricular das escolas, disciplinas que tratem da educação ambiental. Essas ações visam a conscientização, desde cedo, de crianças e adolescentes, de forma a não serem tão influenciados pela sociedade de consumo, como a personagem Becky Bloom.