Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 30/12/2020

A música “XS”, de Rina Sawayama, cantora japonesa, retrata o exarcebado consumismo na modernidade. Fora da música de Sawayama, é fato que ela expõe a sociedade hodierna, que constantemente compra sem necessidade. Sabendo disso, esse cenário ocorre pela sensação de status que comprar gera e que, consequentemente, corrobora o aumento de dívidas no tecido social brasileiro consumista. Tais obstáculos podem ser significamente minimizados desque que acompanhados de campanhas midiáticas e de educação financeira na grade escolar brasileira.

Primeiramente, convém analisar o consumismo atrelado a busca de status na comtemporaniedade. De acordo com o livro “Sociedade do Espatáculo”, de Guy Debord, filósofo frânces, afirma que as relações sociais e interpessoais são mediadas por imagens. Sob esse viés, pode-se notar que o consumo de produtos pelos brasileiros está atrelado a sensação de status que o ato de comprar causa - como adquirir roupas novas - que motiva a compra desnecessária para, então, manter uma imagem e status, assim como defende Debord na sua obra.  Dessa forma, enquanto essa prática persistir, o hábito de consumo exagerado se perpetuará na sociedade.

Em consequência do hábito de consumo do brasileiro são as dívidas. Nesse contexto, a prática de consumo é prejudicial para o próprio planejamento financeiro, uma vez que as pessoas compram de forma exagerada, muitas das vezes colaboram diretamente para que esses acabam por consumir mais do que realmente têm capacidade de pagar. Para ilustrar, o filme “Delírios de Consumo de Becky Bloom” narra a história de Becky, jovem de 25 anos, uma compradora compulsiva. Seu salário era insuficiente para saldar as dívidas contraídas com seu cartão de crédito. Sendo assim, a educação financeira seria uma das saídas para reverter esse nocivo contexto presente, também, no Brasil.

Portanto, medidas são pertinentes para atenuar o hábito de consumo no Brasil. Logo, a mídia deve promover campanhas publicitárias que incentivem o consumo de acordo com a necessidade e não motivada por outros fatores, por meio de publicações periódicas com especialistas na área. Espera-se, com isso, a redução do consumo pelo simples fato de status social. Além disso, o Ministério da Educação - órgão responsável pela manutenção da educação no território nacional - precisa colocar na grade curricular de ensino do país a educação financeira, por intermédio de projeto de lei que será enviado à Câmara dos deputados, a fim de impulsionar o planejamento econômico das futuras gerações.