Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 30/12/2020

A obra “Utopia”, do inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No Brasil, o que se observa na realidade é o oposto do que autor prega, uma vez que o alto consumismo na sociedade gera problemas os quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse contexto, a análise e o entendimento acerca do consumismo como status social e sobre as influências do entrave nos jovens são imprescindivéis para mitigar tal problemática.

Em primeiro plano, ao analisar o problema na esfera social , é nítido que a questão do ato de consumir como causa o status social consolida o entrave na sociedade. Isso posto, segundo o sociológo “Karl Marx” , no seu conceito sobre “Fetichismo de Mercadoria”, revela que a tendência de mercadoria da sociedade ao adquirir certo produto, não refere-se ao objetivo que aquilo pode trazer, mas sim porque somos pressionados por uma sociedade que incentiva todos os dias os cidadões ao consumo para adquirir um certo status social. Exemplo disso, no documentário “Quanto vale outifft?”, os quais representam roupas que não vale o valor que possuem, mas o que vale não é a utilidade , e sim a projeção social por meio do consumo.

Outrossim, de acordo com o jornal “Carta Capital”, desde 2017 o número de jovens que anda consumindo no país está aumentando absurdamente. Diante disso, o conceito de “Favoritismo Intragrupal” -psicanálise-, aplica-se aqui, pois o seres humanos teriam uma tendência natural a querer se sentir integrados a um grupo. E, para isso copiam comportamentos de determinados grupos e rejeita quem não faz parte. Nessa Perspectiva, o consumismo entre os jovens brasileiros, é uma tentativa de afirmação, haja vista, que é uma fase de transição, vulnerabilidade social e criação de um idetidade própria. Desse modo, os pontos analisados dificultam a concretização dos planos de More.

Destarte, é notório a importância de investimentos nas escolas para ajudar desde cedo os jovens. Portanto, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, deve criar o projeto " Consumismo não", que consiste em palestras socioeducativas , por meio de profissionais especializados em economia e com a participação dos professores , na escolas de ensino fundamental II e médio, a fim de que com o investimento nas escolas , esse jovens aprendam as consequências do consumismo, no âmbito ambiental, e se tornem cada vez mais cidadãos ativos na busca por resoluções do entrave. Assim, atenuar-se-á, longo e médio prazo, a coletividade atingirá a “Utopia de More”.