Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Estabelecidos pela Organização das Nações Unidas em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável compõem uma agenda mundial que dentre todos os propósitos destaca-se a proteção do meio ambiente. Entretanto, tal perspectiva parece distante na atualidade, sobretudo no Brasil, pois ainda é presente os desafios do consumo consciente na sociedade brasileira. Acerca disso, é pertinente inferir que esse cenário antagônico é fruto da postura do Estado e a má influência midiática em relação ao consumismo no país.
Em primeiro plano, é lícito afirmar que os hábitos irresponsáveis de consumo na sociedade brasileira são mantidos pela negligência do Estado em abordar de modo eficiente a educação ambiental nas escolas do país. Sob esse viés, segundo o filósofo francês Sartre, cabe ao homem escolher seu modo de agir, porém torna-se evidente que a conjuntura supracitada influencia as ações dos cidadãos, pois limita-os desenvolverem uma consciência crítica sobre a dimensão do impacto ambiental e social que irá promover ao manter uma lógica insustentável de consumo.
Ademais, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um instrumento da democracia, não deve ser utilizado como mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, percebe-se que a má influência midiática também contribui com a perpetuação do consumismo no Brasil, visto que através de propagandas, criam necessidades ilusórias que alimentam essa disfunção desenfreada na sociedade. Esse panorama é evidenciado pela pesquisa do SPC, que constatou que a cada 10 pessoas, 30% considera as compras uma espécie de terapia. Isto posto, é mister a reformulação desse cenário.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para incentivar as práticas de consumo consciente no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação desenvolver um programa de caráter lúdico sobre educação ambiental, por meio de plataformas digitais, como o Mecflix, para que seja incluído no projeto pedagógico das escolas desde o ensino pré-fundamental. Ademais, também é crucial que o Ministério da Cidadania crie propagandas com pautas voltadas ao consumo equilibrado e sua importância para preservação para o meio ambiente. Feito isso, a sociedade brasileira irá caminhar para um país que cumprirá os objetivos previstos pela ONU e irá propagar uma reação ao problema inerte.