Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 04/04/2021
As Relações Humanas
Com o advento da Revolução Industrial, marcou o início do sistema econômico brasileiro vigente, o capitalismo. Entretanto, é fato que apesar desse modelo ser um recurso pertinente, esse provocou uma série de mudanças, bem como, a sociedade de consumo considerada pelo filósofo Platão, “A condição indispensável à existência humana e a base do prazer e da felicidade”. Diante disso, deve-se analisar porque o consumo tem se tornado o aliado das relações humanas.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o consumismo tem se tornado um refúgio dos problemas humanos e por isso está cada vez maior. Nessa lógica, de acordo o filósofo Henry David Thoreau, “A riqueza supérflua só pode comprar coisas supérfluas.” Logo, o consumismo tornou-se isso, uma relação na qual o indivíduo se perpetua aos seus desejos, mas não supre suas carências e com isso afunda em um próprio ciclo vicioso. Além disso, já dizia o filósofo Zygmunt Bauman que, na modernidade líquida, somos mais individualistas e consumidores. Consequentemente, as compras excessivas não solucionam o problema só o aumenta tornando as pessoas vazias.
Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a influência das relações sociais contribuem para o problema. Nesse sentido, conforme a obra do filósofo supracitado Zygmunt Bauman, “Amor Líquido”, as relações superficiais são mais fáceis de começar e de se romper, ou seja, são vínculos construídos por meio de status e bens materiais. Dessa forma, pode-se confirmar que os hábitos de consumo no Brasil resultam das repetições comportamentais, as quais se tornaram um objeto e não são mais construídas mediante à afetividade. Por consequência, o consumismo se tornou o aliado mais ao mesmo tempo o rival da sociedade onde as relações humanas viraram uma verdadeira mercadoria.
Depreende-se, portanto, que o consumismo tem afetado a sociedade como um todo em suas relações humanas. Sendo assim, cabe ao governo juntamente com o Ministério da Economia promover políticas públicas. Isso por meio de programas educacionais sobre economia, a fim de combater os efeitos negativos do consumo e obtermos cidadões conscientes. Além disso, o estado deve fornecer assistência psicológica a esses indivíduos garantindo assim, o bem estar de todos. Como efeito, é de se esperar que o consumismo seja atenuado sobrepondo a ideia do filósofo Platão.