Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 05/04/2021
O advento Revolução Industrial marcou o início do sistema econômico brasileiro vigente, o capitalismo. Entretanto, é fato que, apesar desse modelo ser um recurso pertinente, esse provocou uma série de mudanças, como a sociedade de consumo considerada pelo filósofo Platão, “A condição indispensável à existência humana e a base do prazer e da felicidade”. Diante disso, deve-se analisar como as crises comportamentais e as relações sociais provocam a problemática em questão.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o consumismo tem se tornado um refúgio dos problemas humanos e por isso está cada vez maior. Nessa lógica, de acordo o filósofo Henry David Thoreau, “A riqueza supérflua só pode comprar coisas supérfluas.” Logo, esse exagero de compras tornou-se isso uma relação na qual o indivíduo satisfaz os próprios desejos, mas não supre as carências pelo fato de ser uma atitude momentânea, a qual não irá resolver os problemas enfrentados por este. Além disso, já dizia o filósofo Zygmunt Bauman que, na modernidade líquida, somos mais individualistas e consumidores. Consequentemente, as compras excessivas não solucionam o problema, só o aumenta tornando pessoas vazias.
Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a influência das relações sociais corrobora para o problema. Nesse sentido, conforme a obra do filósofo supracitado Zygmunt Bauman, “Amor Líquido”, as relações superficiais são mais fáceis de começar e de se romper, ou seja, são vínculos construídos por meio de status e bens materiais. Dessa forma, pode-se confirmar que os hábitos de consumo no Brasil resultam das repetições comportamentais, as quais se tornaram um objeto e não são mais construídas mediante à afetividade. Por consequência, o consumismo se tornou o aliado mais ao mesmo tempo o rival da sociedade, no qual as relações humanas viraram uma verdadeira mercadoria. Depreende-se, portanto, que as crises comportamentais e as relações sociais contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da Economia -orgão responsável pela economia brasileira-, promover políticas públicas. Isso por meio de programas educacionais sobre economia e ONGs como base de apoio para informar e orientar como administrar o dinheiro , a fim de combater os efeitos negativos do consumo e obtermos cidadãos conscientes. Além disso, o Estado deve fornecer assistência psicológica a esses indivíduos, garantindo,assim, o bem estar de todos. Como efeito, é de se esperar que o consumismo seja atenuado sobrepondo a ideia do filósofo Platão.