Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 20/04/2021

O documentário norte-americano “A conspiração da lâmpada” lançado em 2010 retrata sobre o conceito de obsolescência programada, quando a indústria de maneira proposital e planejada estabelece uma data de validade nos produtos para induzir o consumo. Assim como abordado na obra estadunidense, observa-se que o consumismo exacerbado no Brasil é um grande problema atual, uma vez que o hábito da compra sem necessidade prejudica financeiramente muitos habitantes e produz uma quantidade de lixo exorbitante. Dessa forma, observa-se uma participação indevida da mídia, que incentiva esse hábito por meio das propagandas, e uma negligência das escolas, que pouco discutem educação financeira e ambiental em relação ao cosumismo com os alunos.

Em primeira análise pode-se ressaltar a  parcela de culpa das instiuições midiáticas no que concerne induzir o consumo em excesso na sociedade. Seguindo essa linha de raciocínio, de acordo com o conceito de Indústria Cultural postulado pela Escola de Frankfurt, a mídia cria padrões comportamentais a serem seguidos pela população para induzir o consumo de certos produtos. Nesse sentido, essa teoria pode ser aplicada à problemática discutida pois os meios televisivos fazem propagandas que transmitem sensações de prazer e bem-estar ao adquirir os produtos comercializados, o que passa uma falsa ilusão no consumidor de que está comprando o estilo de vida da propaganda. Assim, isso pode ocasionar sérios endividamentos na populção sem condição financeira, que só faz a compra para se sentir inserido na sociedade.

Em segunda análise, destaca-se a má participação das escolas, que pouco discutem a importância do controle financeiro. Sob esse viés, segundo Michel Focault, os colégios agem como Instiuições de Sequestro, quando procuram impor ordem e docilizar os indivíduos, focando na aprovaçao em ENEM  e vestibulares, ao invés de desenvolver o seu senso crítico. Essa teoria é aplicável ao problema discutido pois as instiuições de ensino não abordam sobre educação financeira, o que não desenvolve no aluno uma consciência consumista e ambiental, uma vez que os tantos produtos que são descartados diariamente se tranformam em poluição ambiental.

Em suma, conclui-se que medidas devem ser tomadas para alterar o cenário atual. Por isso, o CONAR (órgão regulamentador da mídia) deve criar novas regras de circulação das propagandas, por meio de fundamentos teóricos com profissionais da área, a fim de que a população não seja levada a consumir sem necessidade. Ademais, o Ministério da Educação deve inserir na grade curricular das escolas matérias que desenvolvam a consciência financeira e ambiental nos habitantes, a fim de que sejam melhor orientados para o momento de consumo futuro.