Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 27/05/2021

Conforme a afirma Zygmunt Bauman — filósofo e sociólogo polones —, em seu livro modernidade liquida: “O consumismo de hoje, porém, não diz mais respeito à satisfação das necessidades — nem mesmo as mais sublimes, distantes necessidades de identificação ou a auto segurança quanto à adequação”. Hodiernamente, os avanços tecnológicos somados à ambição humana foram responsáveis por tornar o consumo exacerbado algo banal. Nesse contexto há dois fatores que devem ser salientados, como as causas do consumismo intrínseco na sociedade e as consequências advindas desse consumo.

Em primeira análise, faz se necessário lembrar que, no século XIX, com a modernização do processo produtivo e mudanças no transporte e circulação de mercadorias, deu-se a segunda revolução industrial, que consequentemente causou uma profunda transformação das relações de consumo. Passou a vigorar, desse modo, um ciclo característico do sistema capitalista, que consiste na atuação dos trabalhadores na produção e no consumo dos bens manufaturados. Entretanto, cada vez mais que os consumidores foram se distanciando dos meios de produção, passaram a se alienar, o que no decorrer dos anos gerou o consumismo.

Em segunda análise, o consumo é um hábito, ou seja, o costume de obter produtos e serviços sem necessidade. O qual geralmente se manifesta como impulso e ansiedade, podendo até se tornar uma compulsão. O consumismo, muitas vezes, resulta da influência de propagandas abusivas, que atrelam o consumo à felicidade, sendo essa felicidade um prazer momentâneo, que terá que ser renovado com cada vez mais consumo, criando assim um círculo vicioso.

Em epítome, medidas devem ser tomadas para amenizar esse problema. Sendo indispensável, que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) mitigue a circulação de propagandas abusivas, promovendo a redução das mesmas nas mídias, promovendo campanhas mais conscientes, a fim de que os consumidores passem a adquirir apenas bens necessários. Outrossim, cabe ao MEC disponibilizar educação financeira nas escolas, com o objetivo de formar uma sociedade com maior responsabilidade de consumo.