Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 28/05/2021
A música 3ª do plural, da banda Engenheiros do Hawaii, cita o consumismo exacerbado da sociedade, devido a grandes influências tecnológicas como o “marketing” digital e propagandas direcionadas, que incentivam não somente adultos, mas crianças também, que são inclusive mais suscetíveis as divulgações midiáticas.
Inquestionavelmente, o consumo nasceu com a civilização humana! Ao passar de nômades a sedentários, os homens do período neolítico, originaram as primeiras formas de agricultura. Porém, produziam apenas o necessário, para que nada fosse desperdiçado. Com o passar do tempo e com as revoluções industriais, a produção local acabou, e o desenvolvimento em escala cresceu. As redes sociais nos apresentam a cada momento, produtos e mais produtos para comprar. Durante essa nova era de influencers, ter algo, passou de ser necessário a ser frívolo, apenas por status, se eu tenho eu sou melhor. Algo que se deve ser observado antes de qualquer compra é: “Isso é algo que quero? Eu realmente preciso disso? ”,“ Vou comprar e usar? Ou vai ficar esquecido, até a próxima atualização do produto? ”.
As diferentes classes sociais brasileiras , demonstram muito bem, uma discrepância das motivações de consumo. Os ricos compram para espairecer, já os pobres compram para ganhar status social e por impulso. Por muitas vezes, a população é levada a comprar devido as datas comemorativas (dia das mães, dia dos pais, …) , a pessoa pode até não querer gastar, mas como as mídias divulgam exacerbadamente, o público é levado a comprar, e por muitas vezes até mais caro devido o feriado. Outro fator que leva os visitantes a comprar são: promoções, que por muitas vezes não são realmente verdadeiras. A forma que os pais consomem é refletido na criança, pedindo para comprar coisas, por impulso, por que viu em propagandas na tv, ou por que um personagem famoso fez uma divulgação, sem falar que as crianças são de muito mais fácil manipulação e instigação que os adultos,
Em face do exposto, percebe-se que o consumismo, possui pelo menos 2 agentes que promovem esses “ideais”, como indústrias e o próprio consumidor. Em relação ao consumo infantil, o governo deve investir em políticas públicas que atuem como formadoras de uma “consciência mirim ‘’, através de meios didáticos, nas salas de aula, estimulando a imaginação da criança, orientando-a na recepção de informações que a rodeiam , estimulando o espírito crítico deles, ao diferenciarem o útil do fútil. Para o público adulto, deve haver uma conscientização da compra, e da pesquisa antes de comprar, e não comprar impulsionado, essa conscientização pode ser feita através de campanhas sociais.