Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 28/05/2021

O consumismo é o ato que está relacionado ao consumo excessivo, ou seja, à compra de produtos ou serviços de modo exagerado. O mesmo, é característico das sociedades modernas capitalistas e da expansão da globalização. Ele está inserido na denominada: “Sociedade do Consumo”, onde ocorre o consumo massivo e desenfreado de bens e serviços, que visa, sobretudo, o lucro das empresas e o desenvolvimento econômico. Essa postura consumista surgiu a partir da Revolução Industrial no século XVIII, de forma que os processos industriais possibilitaram o aumento da produção e, consequentemente, do consumo de produtos.

A vinculação da possibilidade de comprar ao poder, já que, por muitos anos, o consumo era privilégio de classes mais ricas, se destaca. Com o desenvolvimento econômico, da produção e da publicidade, as distâncias foram sendo diminuídas. O que se pode perceber na atualidade é um nivelamento de desejos: crianças pobres e ricas querem os mesmos brinquedos, adultos de classes sociais distintas têm as mesmas vontades, reforçadas pelos modelos e padrões de vida apresentados pela mídia, como os gostos e hábitos de celebridades. A criação e valorização de padrões sociais de comportamento é outra dimensão importante do consumismo. Para atingir o padrão de sucesso e boa vida, inúmeras pessoas investem seus esforços para adquirir bens que não necessitam.

Quando o ato de comprar está vinculado diretamente à ansiedade e à satisfação, se trata de uma compulsão. Em alguns casos, isso pode representar grandes perdas em termos de relacionamento interpessoal e qualidade de vida. Para que seja considerado doentio, o consumismo precisa representar uma parcela significativa da vida e dos pensamentos da pessoa, de forma que sua saúde emocional, psicológica ou mesmo social e financeira estejam abaladas. Nesses casos, a cisão entre necessidade e motivação da compra é completa, ou seja, a pessoa definitivamente não precisa e, muitas vezes, nem se dá conta do que está comprando.

Parafraseando Augusto Cury, “Vivemos numa sociedade consumista, numa sociedade de desejos, e não de projetos existenciais. Ninguém planeja ter amigos, ninguém planeja ser tolerante, superar fobias, ter um grande amor. ” É importante que o Ministério da Saúde, disponibilize profissionais para tratar de pessoas com problemas compulsivos, através de consultas periódicas e medicação necessária. Além disso, o Ministério da Justiça e a OAB devem fiscalizar as propagandas exibidas nos demais veículos de comunicação, inspecionando e multando-as quando julgadas como “apelativas” ao extremo. Como também, o Ministério da Educação precisa produzir e compartilhar cartilhas informativas nas escolas do país, com intuito de debater e problematizar o assunto no meio estudantil.