Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 17/09/2021
No longa metragem wall-e, da Pixar, é retratada uma sociedade distópica marcada pelo consumo exacerbado e, consequentemente, por uma produção intensa de resíduos. Fora da ficção, a questão do consumismo no Brasil, que assume como catalizadores o sistema de marketing e a ausência de uma educação financeira, gera consequências sociais e ambientais que necessitam ser revertidas.
A priori, cabe apresenta dado estatistíssimo divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que revelou apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes. Diante disso, nota-se a modificação da mentalidade do consumo desenvolvido pela sociedade capitalista como responsável pelo o dado. Nesse sentido, a sociedade capitalista industrial ao instituir o mito do consumo como sinônimo de bem-estar induz aos indivíduos a comprar por compensação, isto é, uma maneira de consolar-se das desventuras da existência, de preencher a vacuidade do presente e do futuro. Em consequência, consumem muito sem necessidade e geram uma elevada quantidade de resíduos, responsáveis por danos ambientais irreversíveis.
A posteriori, percebe-se a carência de uma educação financeira de forma a corroborar com a problemática. De acordo com Pesquisa Global de Educação Financeira da divisão de ratings e pesquisas da Standard & Poor’s, o Brasil é o 74º em ranking global de educação financeira. Nessa perspectiva, as facilidades na aquisição de bens e serviços dada pelo sistema de financiamento e de crédito, exercem maior poder no comportamento das pessoas ignorantes as questões financeiras - como diversificação de risco, inflação e juros compostos - levando-as a consumirem mais do a sua capacidade de pagamento e, por fim, ao endividamento. Dessa forma, desenvolve-se, além de crises econômicas, o estimulo a exploração excessiva de recursos naturais capaz de suprir a demanda desse elevado consumo.
Tornam-se evidentes, portanto, os entraves referentes aos maus hábitos de consumo no Brasil. Em razão disso, é imperioso que o Ministério da Educação, insira na grade curricular de ensino a disciplina de Educação financeira, a qual disponibilize para o cidadão conhecimentos do mercado financeiro, como conceitos de diversificação de risco, inflação e juros compostos, a fim de capacitar os individuas a tomar boas escolhas frente as investidas da indústria para o consumo inconsciente. Ademais, concerne ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com a mídia, o desenvolvimento campanhas conscientizadoras, com enforque a mensagens acerca da consciência ambiental de todos, no intuito de gerar cidadãos mais preocupados com os resíduos causados pelo seu consumo.