Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 18/09/2021
A produção ficcional brasileira “Até que a sorte nos separe” retrata a história de um homem que ganhou na loteria mas perdeu tudo devido ao consumo exagerado. Nesse cenário, cabe pontuar que fatores como a falta de educação financeira, assim como a extrema pobreza configuram-se como impulsionadores dessa problemática no Brasil.
Nesse sentido, durante a quebra da bolsa de valores de Nova York, em 1929 - colapso econômico motivado pela grande oferta de crédito à população - os indivíduos norte-americanos foram obrigados a lidarem melhor com o dinheiro. Todavia, a negligência do Estado impede que a população brasileira tenha acesso à uma devida educação financeira, deixando a sociedade à mercê de uma crise monetária.
Ademais, a dificuldade para promoção do consumo consciente decorre da escassez histórica de dinheiro. A esse respeito, desde o século XVI - marcado pela colônia de exploração - a população brasileira acostumou-se a viver com poucos recursos devido a profunda desigualdade de renda no país. Com efeito, é inviável a sociedade brasileira ter o planejamento financeiro como prioridade quando não há o que se administrar.
Dado o exposto, medidas sociais são necessárias para resolver o impasse. É preciso, portanto, que o Ministério da Educação forneça educação financeira para crianças e adolescentes por meio da adição de uma disciplina de gestão financeira à Base Nacional Comum Curricular - além de promover palestras para a população adulta, a fim de evitar uma possível crise econômica. Somente assim, o filme “Até que a sorte nos separe” não se tornará uma realidade no Brasil.