Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 28/09/2021
Durante o governo do ex-presidente Lula foi criada uma forma de conceder créditos para a população, aumentando o poder de compra e elevando famílias pobres para a classe média, porém endividadas. Essa situação acontece ainda na realidade brasileira, em que consumidores compram de forma impensável e sofrem depois para quitarem suas dívidas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes sobre à temática: o consumo sem planejamento e o status que vai ser dado a pessoa só porque ela adquiriu determinado produto.
Primeiramente, é indubitável que comprar sem planejamento é um dos grandes problemas dos brasileiros. Isso acontece porque as pessoas querem obter algo não porque estão realmente precisando, mas sim pelo ato de comprar ser uma “descontração” ou por causa de promoções que são oferecidas por lojas. Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas, revela que 40,2% dos entrevistados das classes A e B admitem que comprar é uma forma de reduzir o estresse e ao mesmo tempo as classes C, D e E são as que mais compram motivadas por ofertas de preços baixos. No entanto, quando são feitas com o uso do cartão de crédito podem gerar prejuízo financeiro e muitas preocupações. Dessa forma, uma boa educação financeira ensinada desde cedo é um caminho para reduzir hábitos de consumo.
Outrossim, é notório que quando se adquiri um produto, ou uma marca, isso gera um status diante da sociedade, o que potencializa ainda mais o ciclo vicioso de compra. Por esse motivo as pessoas estão trocando constamente veículos, celulares por outros novos mesmo em bom estado. Um exemplo disso é um indivíduo que compra um carro não só para se deslocar de um lugar para o outro, mas também pela imagem que vai ser dada a ele só por ter esse carro novo. Karl Marx denomina isso como Fetichismo da mercadoria, em que as trocas são na verdade relações humanas. Desse modo, é evidente uma mudança de atitude da sociedade.
Em virtude dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham a reduzir práticas de consumo desenfreadas. Por consegunte, o Estado deve implantar a matéria de educação financeira nas escolas, no intuito de todos aprenderem a administrarem seus gastos e conhecerem as melhores formas de pagamento desde cedo. E a mídia por meio de comerciais, mostrar a importância de se aproveitar um determinado produto ao máximo, evitando a troca desnecessária. Somente assim, haverá mudança no cenário brasileiro e a ideia de Fetichismo da mercadoria passará a não existir.