Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 06/10/2021
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade hodierna, uma vez que hábitos consumistas se fazem presentes na sociedade brasileira. Decerto, esse impasse se dá pela negligência governamental e pela insuficiência de informações escolares.
Diante desse cenário, pode-se destacar a passividade do Estado como um dos agentes que colabora para os hábitos consumistas no Brasil. Nesse viés, de acordo com a pesquisa feita pela agência brasil, 7 em cada 10 brasileiros compram mecadorias por impulso, ou seja, de forma desnecessária. A luz dessa perspectiva, fica evidente que o consumo exarcebado, muitas vezes, sem consciência, é uma realidade na vida dos cidadãos tupiniquim. Por certo, a negligência do governo devido a falta de campanhas- que deveriam ser propagadas pelos veículos midiáticos, como Instagram e Twitter- sobre a importância de hábitos de consumo consciente colabora para o entrave. Desse modo, é imprescindível que medidas devem ser tomadas a fim de mitigar às práticas consumistas presente no corpo social brasileiro.
Outrossim, vale ressaltar o desprovimento informacional sobre os hábitos de consumo nas escolas como vetor que tonifica o entrave. Sob essa ótica, segundo Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condição de exclusão e segregação informacional. Nesse sentido, é notório que as instituições de ensino têm papel fundamental na formação social e educacional na vida de seus discentes. Entretanto, com a escassez de aulas, ministradas por profissionais na área de finanças, sobre educação financeira e sobre os melefícios do consumismo nas redes de ensino básica, faz com que as escolas atuem como gaiolas, dessa forma, fortalecendo hábitos consumistas. Dessa maneira, é de suma relevância a busca de ações com o fito de contornar essa problemática.
Assim, portanto, urge ao Governo Federal a criação de campanhas propagadas pelos veículos midiáticos com o objetivo de alertar a população sobre a importância de hábitos de consumo consciente. Ademais, cabe ao Ministério da Educação-órgão responsável pelas instituições de ensino- a elaboração de aulas e palestras- ministradas por profissionais na área de finanças- por intermédio da ampliação da BCC(Base Comum Curricular), com o intuito de informar seus alunos sobre os malefícios de práticas consumistas. Logo, com essas medidas tornando a realidade cada vez mais próxima da teoria de Thomas More.