Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/10/2021

Com a gênese da Segunda Revolução Industrial, concebeu-se uma produção massiva de bens industrializados, com esse fato, ocorreu uma grande pulgência de incentivo a atitudes consumistas em varias frentes, como nos jornais, no rádio, entre outros. Na contemporaneidade, exibe-se na sociedade brasileira a presença nociva de hábitos de consumo prejudiciais a saúde física e financeira. Por este olhar, a exacerbada influência midiática nas relações comerciais e o olhar estigmatizado da sociedade sobre atitudes de compra conscientes mostram-se como perpetuadores do problema.

Primeiramente, vale ressaltar, a perniciosa interferência dos veículos de mídia na persistência do consumismo na população. Nessa óptica, a música “Geração Coca-Cola” , do grupo Legião Urbana, expõe em seus versos: “Quando nascemos fomos programados”, “Nos empurraram com os enlatados dos USA”. Por esta visão, é exposto a “programação” que é realizada pelas formas de propaganda com a finalidade de se induzir a um consumo impulsivo de forma massificada. Assim, os inoportunos meios empregados pelas marcas na influência ao consumismo devem ser criticamento revistos, de modo a sanar a problemática.

Ademais, destaca-se a falta de criticidade nas escolhas de compra como um fator agravador. Nessa visão, o filósofo polonês, Zygmunt Bauman tece um ponto de vista sobre as relações de mercado contemporâneas , afirmando: “Compro, logo existo”. Nessa linha, no atual mundo de alto fluxo de informações o ato de comprar acaba por representar, para uma grande parcela, uma forma de existência, de afirmação no grupo social. É perceptível, portanto, o degradante caráter comportamental atrelado ao consumismo, que necessita de um rompimento célere de modo a evitar práticas viciosas de se consumir.

Portanto, tendo em vista as mazelas apresentadas, necessita-se de uma concisa intervenção. Logo, compete ao Ministério da Educação a promulgação de projetos que por meio de atividades extracurriculares visem a conscientização dos hábitos de consumo, de modo a afastar o consumo societário alienado, exibindo aos indivíduos as ferramentas de persuasão que são largamente utilizadas em propagandas, com a utilização de atividades de interpretação de formas de discurso em textos e em vídeos publicitários, a fim de proporcionar aos cidadãos o discernimento crítico pra se romper com o consumismo desenfreado que tais materiais e as imposições societárias proporcionam no comportamento humano. Com tal proposta, aumentos na produção como os ocorridos nas revoluções industriais, não serão acompanhados por uma população consumista.