Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Na série Dinastia, a personagem principal Fallon Carrington manipula o dinheiro e usa o consumo como ferramenta de escape da realidade e de ascensão social. Em analogia, no Brasil, o consumismo é visto como alternativa de mudança de classe, e pertencimento a padrões culturais. Nesse sentido, os brasileiros passam a consumir desenfreadamente. Tal vicissitude é intensificada pela a economia capitalista vigente, como também pela falta de estímulo ao desenvolvimento consciente em relação às finanças.
Em primeiro lugar , cabe ressaltar a lógica de produção. Sob esse viés , Karl Marx na segunda revolução industrial, escreveu acerca do valor simbólico dos produtos, pois ocorre a hipervalorização das mercadorias com base social e não operacional. Assim, as grandes empresas aproveitam as inseguranças culturais e sociais ,a exemplo do emagrecimento, e criam produtos para aliviar essas tensões e garantir o lucro, como é o caso de gel e chás redutores de medidas, que não reduzem tais medidas e contribuem na perpetuação desses estigmas.
Outrossim, é necessário pontuar a escassez de incentivos à sustentabilidade financeira. Seguindo essa ótica Émile Durkheim com a teoria dos fatos sociais, afirma que a sociedade em que os sujeitos encontram-se influencia suas ações. Desse modo, segundo o Serviço de proteção ao crédito (SPC), cerca de 97% da população possuem dificuldade em adotar práticas de consumo consciente, esse fato corrobora com a ineficiência estatal no promoção de políticas públicas, que não contribui para a atenuação do problema como de fato contribui e mantém mazelas sociais.
Diante dos fatos apresentados, cabe ao governo federal junto ao Ministério de educação criarem um projeto que implemente nas instituições de ensino, a prática de consumo consciente, por meio de verbas públicas e professores especializados nessa área da economia para indivíduos do ensino básico e médio, a fim de que realidade com a de Fallon não aconteçam de forma recorrente.