Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 10/03/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas Morus - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante aos péssimos hábitos de consumo no Brasil, que coloca em questão o bem-estar social e é um problema a ser combatido. Nesse sentido, há de se combater não só a alienação midiática, bem como a negligente formação socioeducacional.
A priori, convém ressaltar que as empresas investem em propagandas que associam o objeto a uma necessidade do sujeito. A respeito disso, os sociólogos Theodor Adorno e Max Harkeimer, propuseram, no século XVII, o conceito de Indústria Cultural, segundo o qual a mídia é usada como intrumento de padronização e, aliada ao capitalismo, facilita o consumismo. Sob essa lógica, o excesso de propagandas que supervalorizam o produto criam no comprador o falso sentimento de necessidade, o que orienta o consumo exagerado.
Outrossim, a ausência de educação financeira é outro complexo dificultador. Nessa perspectiva, consoante Paulo Freire “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Desse modo, é papel das instituições de ensino esclarecerem os indivíduos a respeito do consumo consciente. Contudo, ao não incluir a discplina de educação financeira na matriz curricular, as escolas corroboram para o imbróglio, o que repercute em adultos inadimplentes.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, para minimizar o consumismo brasileiro. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover a orientação do corpo social, mediante a atualização da matriz curricular, a partir da inserção da disciplina de educação financeira nas escolas, a fim de que os alunos saibam gerir seu dinheiro e não sejam futuros adultos alienados midiaticamente.