Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 09/04/2018
De um lado do balcão, pessoas, sedentas por comprar o que muitas vezes não precisam. Do outro lado, empresas, que fazem de tudo para vender seus produtos. Faces de uma situação velada por meio de pouca visibilidade, o que evidencia a existência de um desequilíbrio nos hábitos de consumo do brasileiro.
Primordialmente, a busca natural pelo ter, saúde e principalmente bens materiais, presente em grande parte da população, encontra-se alimentada por insatisfações pessoais e estresse, além de ser influenciada pelos convívios sociais. Isso gera o chamado consumismo, mal que atinge muitas pessoas do Brasil, que passam a ver no ato de comprar uma fonte de prazer instantâneo ou uma necessidade irracional. O que leva muitas pessoas a endividarem-se, por gastarem mais dinheiro do que realmente têm, como o expressado em cenas do filme norte-americano Os delírios de consumo de Becky Bloom.
Ademais, a falta de consciência social e a busca incansável pelo lucro, presente em muitas empresas ativas no país, fica explícita por meio das propagandas. A maioria delas são chamativas e fazem uso de técnicas avançadas para convencer o frágil consumidor de que ele precisa comprar, serviços e bens, que muitas vezes não necessita. Tal estratégia, largamente utilizada no Neocolonialismo, que no Brasil se iniciou no começo do século XX, em certas situações chegam a ser uma afronta à sanidade e aos princípios do Brasileiro.
É preciso que, em suma, uma atitude seja tomada, para trazer equilíbrio às formas do brasileiro consumir. Com esse intuito, o Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária, em parceria com ONGs como a Akatu, devem promover o consumo e venda conscientes através de propagandas, cartilhas informativas, cursos e palestras, ministrados à empresários e a toda a população de forma gratuita, para que dessa forma tanto os compradores quanto os vendedores passem a atuar de forma correta para que ambos beneficiem-se.