Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 07/04/2018

Em sua obra, Karl Marx fala da Hegemonia - ideologia da classe dominante -, a qual, no Capitalismo, faz o oprimido querer ser o opressor.  Assim, surge nesse o desejo de adquirir itens supérfluos tidos como úteis pelos valores que fazem parte desta ideologia. Dessa forma, há uma dicotomia nos hábitos de consumo do brasileiro: o que é necessário e o que se torna consumismo.

Diversos são os motivos pelos quais se compra de maneira exacerbada e inútil. Um deles é a possibilidade de inclusão em determinados grupos. Para isso, o indivíduo ainda conta com a facilitação que as empresas oferecem nas compras: empréstimos, parcelamentos, uso de cartões de crédito. Porém, isso apenas facilita com que ele entre em dívidas que ultrapassam seu orçamento e que são recheadas de juros, caracterizando um consumo totalmente inconsciente.

Ademais, o uso da tecnologia colabora muito para o problema. A obsolescência programada faz com que os bens de consumo tenham um tempo de duração determinado, obrigando o consumidor a comprar com mais frequência. E, além disso, o uso de cookies em sites de compra influencia o usuário, pois os anúncios dos produtos que ele visita aparecem em suas redes sociais e guardam informações sobre seu perfil de comprador.

Assim sendo, constata-se que há uma urgente mudança nos hábitos de consumo do brasileiro. Para isso, a escola, juntamente com as famílias e o governo, deve educar e conscientizar seus alunos desde pequenos por meio da inclusão de aulas de educação financeira na grade curricular. Os órgãos jurídicos, ainda, devem criar normas mais rígidas para combater o endividamento e, em conjunto com a população, combater a obsolescência programada fiscalizando rigorosamente as empresas. Só assim, então, conseguiremos nos tornar mais conscientes e melhorar nossos hábitos de consumo.