Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 06/04/2018
Com o advento da revolução industrial em 1760, novas relações de trabalho e, consequentemente, de consumo foram estabelecidas. Desde então, este último fator tem se agravado e encontra seu ápice na sociedade hodierna. Assim, é de suma importância expor as problemáticas relacionadas ao hábito de consumo no Brasil, das quais se destacam ideia da falsa felicidade e a persistência do trabalho escravo.
De início, é válido destacar os artifícios da mídia para persuadir seu interlocutor. Slogans famosos como “abra a felicidade” e “vem ser feliz” circulam pelas ruas e mídias todos diariamente e se utilizam da palavra “felicidade” para que o consumidor crie a ideia de que adquirindo tal produto se sentirá bem. Porém, isto é completamente enganoso, pois a felicidade não está em bens materiais, muito menos em uma lata de Coca-Cola. Conforme enuncia o filósofo Epicuro, a felicidade pode ser atingida por prazeres moderados e que estes trazem um estado de tranquilidade, porém, quando não realizados, podem ser fonte de perturbações, dificultando o encontro desta. Ou seja, as pessoas tornam-se submissas a este sistema.
Por outro lado, é imprescindível frisar que estamos inseridos em um meio extremamente capitalista. Inclusive, o sistema de produção de muitos estabelecimentos renomados é baseado no trabalho escravo, explorando brutalmente seus funcionários e, consequentemente, desrespeitando seus direitos humanos. Ademais, em 2017, o MTE divulgou a “lista suja”, na qual constam nomes como Renner, M. Officer e Coca-Cola. Logo, mesmo que a escravidão tenha sido abolida em 1888, é inacreditável que práticas análogas a ela ainda persistam no mundo de hoje.
Portanto, são necessárias medidas para minimizar estes impasses. Assim, cidadãos e o MPT e os podem atuar em conjunto. Este, deve ampliar as investigações para os demais estabelecimentos do país, através de vistorias no local da produção; e aquele pode contribuir não só pesquisando informações sobre a marca e não realizando a compra naquelas em que o trabalho escravo foi constatado, como também denunciar esta prática quando houver algum indício. Além disso, deve-se reeducar a sociedade para que sejam consumidores conscientes por meio de campanhas que as façam indagar-se antes que adquirir coisas supérfluas. Desse modo, será possível amenizar as formas de trabalho e equilibrar a economia capitalista.