Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 07/04/2018

No século XX, nos Estados Unidos, houve um aumento de crédito para a população visando estimular a aquisição de produtos, caracterizou-se, assim, o “American way of life” (jeito americano de viver). Posteriormente, esse hábito expandiu-se para outros países, como o Brasil, e acarretou em um preocupante problema social: o consumismo. Nesse contexto, há dois fatores que devem ser levados em consideração: a influência midiática e a falta da educação financeira.

Em uma primeira análise, é válido salientar que a Mídia exerce grande coerção sobre os indivíduos, principalmente através do bombardeio de propagandas apelativas e da difusão de ideais como “ter para ser” que favorecem a lógica capitalista. Conforme Jean Baudrillard, sociólogo francês, destacou em uma de suas diversas teorias, a sociedade de consumo gera um modo novo e específico de socialização. Assim, diante da criação de padrões sociais, numa tentativa de se sentirem inclusas, as pessoas consomem de forma impulsiva e, na maioria das vezes, sem necessidade, agravando ainda mais a problemática.

Outro aspecto a ser considerado é a pouca abrangência de uma educação financeira que atinja diversos setores da sociedade. Numa tentativa de reverter a situação, o Banco Central do Brasil desenvolveu um programa para orientar as pessoas sobre a importância do planejamento financeiro, no entanto, a acessibilidade é restrita e nem todos possuem conhecimento sobre tal iniciativa. Assim, o índice de consumistas cresce ainda mais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 72% dos brasileiros consomem de forma inconsciente. Nesse âmbito, faz-se essencial a ampliação dessas iniciativas vinculadas à instituições educacionais.

Para que se amenize o consumismo na sociedade, portanto, é pertinente a atuação do Governo Federal, juntamente ao Ministério da Educação, na reformulação da grade curricular das escolas, inserindo a educação financeira como disciplina e também no investimento em palestras educativas, com o apoio de programas já existentes, como o criado pelo Banco Central, nos principais lugares públicos, que tragam especialistas no assunto engajados na orientação das pessoas a respeito de suas as finanças.