Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 08/04/2018
Durante o Governo Lula, a facilitação de crédito e inserção do país na globalização fomentou a criação de uma sociedade de consumo. Hoje, nesse mesmo contexto, o Brasil vivencia uma série de complicações em relação as mudanças nos padrões de consumidores para consumistas, cuja forma de compra inconsciente é coligada a alienação midiática, bem como, não ocorre a devida intervenção do corpo burocrático. Dessa forma, a problemática é negligenciada pelo individualismo adjunto a manipulação social, e também pela ineficácia do Estado.
Em primeira análise, vale ressaltar que a maioria da população verifica no adquirir de produtos uma maneira de reduzir o estresse e também buscar o prazer, afetando assim, o seu psicossocial. Por conseguinte, a “Uniformização da Moda” manifesta o ditame do “ter para ser” alastrado pela mídia capitalista o que provoca até mesmo doenças como a Síndrome de Diógenes, mencionando a ruptura contemporânea do que é felicidade. Comprova-se isso através da alusão do ideal de “Consumo alienado” proposto pelo filósofo alemão, Karl Marx, na qual evidencia-se uma forma de dominação dos desejos pessoais por outras entidades e criando-se assim, um ciclo intermitente. Em vista disso, é preciso manifestar na população o consumo ético e consciente.
Outrossim, é perceptível que o Governo não divulga a existência de transtornos como a “obsolência programada” que dá um curto prazo de duração a aparelhos eletrônicos e igualmente, permite as empresas multinacionais burlarem as regras de livre comércio e tomarem conta do território. Uma prova disso está em dados divulgados pelo jornal NEXO, que alegam um encarecimento de 43% nos ovos de páscoa em relação as barras de chocolate no mês de março e abril , fazendo com que, os brasileiros “fiquem no vermelho”. Diante disso, é crucial a reformulação da grade curricular dos jovens.
Urge, portanto, a tomada de medidas para resolver o impasse. Na situação que encontra-se a sociedade percebe-se o quão difícil e complexa é a questão dos hábitos de consumo no contingente nacional. Assim sendo, é imprescindível que o Ministério das Comunicações juntamente com estados e municípios divulguem as consequências do consumismo por meio de propagandas e inclusive, mostre as formas de consumo consciente como uma doação de roupas ou um bazar beneficente, a fim de remodelar os padrões éticos e morais da população acerca da exploração obstinante por produtos. Concomitantemente, é cabível ao Ministério da Saúde associado ao Ministério da Educação criar projetos de reabilitação da psique dos indivíduos brasileiros e colocar a educação financeira de forma obrigatória nas escolas públicas, em prol de reduzir o incômodo existente. Logo pode-se afirmar que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos para resolver os distúrbios do consumismo.