Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 07/04/2018
No livro “Clube da luta” do escritor norte-americano Chuck Palahniuk, existe um personagem que é extremamente influenciado pelo consumismo, utilizando desse mecanismo para tentar encontrar sentido na sua vida. Nesse contexto, inclusive no Brasil, percebe-se como as normas de compra induzem a população. Sendo assim, deve-se analisar como os hábitos de consumo do brasileiro induzem negativamente no meio ambiente e no crescimento das crianças.
É importante enfatizar que é característica dessa sociedade atual consumir e descartar rápida e sucessivamente, pois, sempre há algo mais novo que trará a felicidade prometida pela propaganda. Diante disso há uma ampliação na utilização dos serviços ecossistêmicos, cuja destruição ocorre tanto pelo uso para a produção e consumo, como pelos danos decorrentes do retorno dos resíduos à natureza. Tal realidade evidencia que além das perdas ambientais, os hábitos de consumo no Brasil, atrelados aos problemas no gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, ocasionam outros malefícios, como as doenças decorrentes da proliferação de vetores em aterros irregulares e a emissão desnecessária de gases de efeito estufa, agravadores do aquecimento global.
Analogamente, os hábitos de consumo no Brasil influem negativamente na formação das crianças. É válido salientar que a televisão assume um dos papeis mais importantes, induzindo nos jovens uma consciência voltada ao consumo. Por isso, as empresas não medem esforços para atingir o público infantil por meio dessa mídia, há a produção de filmes e desenhos animados, e vários produtos vinculados. Esse fato revela que as crianças colocadas sob a influência do marketing dos meios de comunicação estão desprotegidas contra a vericidade das empresas por ainda não terem maturidade, e irão perpetuar os costumes nocivos de consumo durante a vida.
Pode-se perceber, portanto, que os hábitos de consumos no Brasil influem negativamente no meio ambiente e na formação das crianças. Logo, é necessário que ocorram ações como campanhas educativas nos ambientes de trabalho e escolas, que evidenciem a problemática ecossistêmica ocasionada pelo consumismo, por meio de palestras e debates, apoiadas pelo Ministério do Meio Ambiente, resultando em consumo consciente e minimização da geração de resíduos urbanos. É imprescindível, também, que o Ministério dos Direitos Humanos fiscalize a publicidade infantil, observando se seguem as normas estabelecidas, além da percepção dos pais, sobre até qual ponto a necessidade de consumir dessas crianças é saudável. Assim, a população brasileira não terá a mesma vida do narrador do “Clube da Luta”.