Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/04/2018

O homem já consumia antes da invenção da moeda. A Revolução Industrial modernizou a produção, com isso a oferta de mercadorias aumentou. A partir de então, a relação de consumo mudou, deixou de ser baseada na necessidade, para satisfazer o desejo. A tecnologia distanciou o consumidor dos meios de fabricação, fazendo com que ele ignore seus impactos e o real valor dos bens. No Brasil, e no resto do mundo, o consumo do desnecessário gera consequências sociais e ambientais.

Na sociedade do século XXI, a mídia e os influenciadores digitais estão a todo tempo, nos direcionando para a compra. Objetos de sucesso instantâneo e de duração cada dia mais curta. É o fato social do sociólogo Durkheim na prática, ou seja, o indivíduo adaptando-se aos novos critérios de gasto. Nesse contexto, o resultado, muitas vezes, acaba sendo as despesas demasiadas e, consequentemente, o endividamento do cidadão. Assim como gera abalo na existência das pessoas, esse padrão de aquisição, reflete-se também no ecossistema, visto que muitos itens da vida moderna não têm destino específico. Baterias de celular e eletrodomésticos vão parar em lixos comuns. Além disso, tem o volume de embalagens fabricadas e sem reciclagem. O problema agrava-se, à medida que no Brasil existem lixões. Prática com grande perturbação ambiental e social, já que contamina o solo, atrai insetos e causa doenças.

Fica evidente, portanto, que há necessidade de mudanças no hábito de consumo do brasileiro. É preciso que o Ministério de Educação, por meio de parcerias com ONGs, desenvolva cartilhas e cursos, com o objetivo de mostrar as boas práticas de educação financeira e os impactos do atual padrão de compra no meio ambiente. Servindo, desta forma, como apoio para que o tópico seja inserido em debates em escolas e sindicatos. Em paralelo, é imprescindível, que o Governo Federal ofereça incentivos fiscais para a implantação de indústrias de reciclagem, a fim de baratear o esse material e recolocá-lo na cadeia de produção, mas também estimular as cooperativas de catadores.