Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 09/04/2018

De acordo com o filósofo Emmanuel Kant, as pessoas não são ricas pelo o que têm, mas sim, pelo o que não precisam ter. Em decorrência disso, Kant retrata a realidade contemporânea do Brasil, que pessoas estão comprando itens que não necessitam no momento, devido à compulsividade (a chamada oniomania) e a extrema ditadura da beleza nas redes sociais, o que precisa ser combatido.

Em primeiro lugar, é notório que a compulsividade de compras é um problema na realidade consumista do Brasil. Essa problemática, em alguns caso, são advindos de algumas complicações na saúde do indivíduo, como o transtorno de ansiedade, que ao comprarem algo, se sentem totalmente mais aliviados e calmos no momento, mas depois, sentem-se extremamente culpados por tal ato. Segundo a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do Programa para Compradores Compulsivos do Pró-Amiti, afirma que pacientes que apresentam esse comportamento representam 5% da população geral, sendo que ele é identificado com maior frequência nas mulheres. Tal dado corrobora ainda mais para a problemática.

Além disso, não apenas uma doença, o consumismo exacerbado vem sendo influenciado nas redes sociais. Com o alto índice de pessoas mostrando suas rotinas de compras, viagens e bens adquiridos, faz com que pessoas queiram ter os mesmo benefícios, o que leva à pagar por produtos caros e, muitas das vezes, sem condições de compra, gerando dívidas incalculáveis. O filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman afirma que o cerne da sociedade está sendo as redes sociais, lugar em que as pessoas se sentem felizes revelando informações pessoais. Isso enfatiza ainda mais o conceito de que as redes sociais são uma grande ajuda para a sociedade consumista contemporânea.

Dessa forma, os hábitos de consumo extremo no Brasil precisam ser combatidos, para que, assim, a sociedade possa estar em situação de equilíbrio. O governo, juntamento com o Ministério da Saúde, deve fazer propagandas de alerta para a população, através de redes sociais e nas TVs, mostrando que esses atos consumistas, muitas das vezes são causados por doenças psicológicas e que tais possuem tratamento, para que atinja o maior número de pessoas possível. Ademais, a sociedade civil deve cientificar-se de que a exposição exagerada nas redes sociais acaba causando efeitos adversos em quem os está assistindo, tendo mais cautela no que postam. Assim, com essas medidas, o consumo extremo no Brasil pode ser diminuído.