Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 08/04/2018
Iniciada no século XVIII, a Revolução Industrial possibilitou a produção de bens em níveis nunca vistos antes. No Brasil, esse marco está envolvido em um cenário desfavorável para inúmeros cidadãos, haja vista que indevidamente os hábitos de consumo se tornaram, muitas vezes, irresponsáveis. Assim, além da análise das causas específicas do problema, a persuasão midiática e a mentalidade social, também é válida a observação de medidas intervencionistas.
Primeiramente, nota-se que, segundo o crítico George Orwell, os meios de comunicação devem ser vistos como controladores de massas. É imprescindível pautar, nesse sentido, que a mídia age na manutenção da problemática. Presentes o dia todo na programação rotineira de televisões e de rádios, as propagandas costumam facilmente envolver os ouvintes no que se refere à compra de determinados produtos, contexto que, em inúmeros casos, está associado ao “marketing” enganoso. Consequentemente, atraídos, por exemplo, pelas supostas promoções das mercadorias, diversos indivíduos passam a comprar bens sem pensar bem na conveniência de determinada aquisição, o que inconvenientemente instiga o consumismo.
Ademais, ainda convém analisar que, de acordo com pesquisas feitas pelo Serviço de Proteção ao Crédito, 40% das classes A e B veem as compras como método para tirar o estresse do cotidiano. É inegável, a partir do conhecimento desse fato, que o brasileiro não está educado em relação ao ato da compra. Conquanto seja verdadeira a necessidade de saber lidar com as despesas, a mentalidade de muitos não está voltada para isso, conjuntura que pode ser ligada à falta de educação financeira desde os tempos escolares. Transforma-se em realidade, por conseguinte, um quadro que torna a população ainda mais suscetível às compras por impulso e dificulta, como resultado, a resolução dos problemas relacionados aos gastos inconsequentes.
Percebe-se, portanto, que os hábitos de consumo realmente demandam implementações de medidas. Logo, por meio do aumento das indenizações pagas ao consumidor lesado, cabe ao Poder Legislativo a criação de uma lei mais rígida, que multe as empresas relacionadas às propagandas enganosas, a fim de que o brasileiro deixe de ser alienado por instituições sem compromissos com as verdadeiras necessidades do povo. Acresce, ainda, por intermédio de palestras anuais em escolas de ensino médio, que compete aos membros do Ministério da Educação de cada município a tarefa instruir o público jovem sobre o ato das compras conscientes, de forma a deixar cartilhas educativas para serem estudadas pelos professores e pelos estudantes durante o ano. Destarte, se efetivadas essas medidas, os desdobramentos da Revolução Industrial passarão a ter caráter mais proveitoso para o Brasil.