Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/04/2018

Segundo o sociólogo Durkheim e sua teoria de coercitividade, a sociedade é um grande vetor de imposição de padrões, regulando as ações humanas. Nesse sentido, no âmbito consumista, a mídia, como parte social, é preponderante na regulação dos hábitos de consumo dos brasileiros, que é, em sua maioria, inapropriado e desordenado, devido aos ideais de consumo estabelecidos. Desse modo, nota-se que o consumo está enrraigado no caráter do brasileiro, mas precisa ser melhor desenvolvido.

Em primeira análise, o estilo inadequado do consumidor brasileiro é embasado no prazer de compra, e não em sua necessidade. Desse modo, deixa de ser uma prática necessitária à um entretenimento, que pela opressão capitalista, separa o consumo entre ricos e pobres, atenuando a segregação social, devido aos inalcançáveis padrões impostos. Por conseguinte, essa inapropriação consumista leva a um desordenamento orçamentário dos indivíduos, causando inúmeros endividamentos ao consumidor.

Em segundo plano, o incontrole dos compradores apresenta-se como entrave nos hábitos consumistas. Dessa maneira, isso ocorre devido à falta de planejamento orçamentário desse público, que impelidos pelas propagandas das variadas empresas, difundidas pelos meios midiáticos, acabam consumindo além do seu potencial de compra. No entanto, observa-se, no consumidor brasileiro o anseio extremo pelo “ter”, que afeta as várias classes sociais.

Logo, medidas são necessárias para resolver os entraves. Assim, urge que o Estado, no âmbito legislativo, crie e execute leis de controle de propagandas feitas pela mídia (reguladora dos hábitos consumistas), impedindo progagandas indutivas, que inferem no potencial de escolha do consumidor, limitando a publicidade e, por consequência, a mídia em geral. Dessa forma, o consumo será mais consciente e ordenado, com bons planejamentos e sem influência da mídia.