Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/04/2018

O consumo faz parte da vida de todo cidadão e da lógica do mundo globalizado, mas o grande problema é o rumo que tomou essa prática após um avanço, uma mudança no meio técnico-científico e social. A partir desse processo, o consumismo veio à tona transformando a maneira de consumir da população junto a uma crescente propensão ao consumo de bens ou serviços, em geral supérfluos.

Após um período de estabilização da moeda, na década de 90, e um crescimento da classe média e do salário mínimo, no início do século XXI, os bens de consumo se tornaram mais acessíveis a grande parte da sociedade brasileira. Desse modo, o consumo consciente começou a ficar de lado e se tornou um mecanismo, descontrolado, de inclusão, fuga e prazer, o que é evidente nos dias de hoje. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) afirma que apenas 28% dos consumidores brasileiros consomem de forma consciente, o que é de fato de grande preocupação. Sem dúvidas esse número tende a diminuir se medidas não forem tomadas, pois a cada dia os indivíduos são bombardeados por uma série de publicidades (televisão, internet, outdoor) que induzem a compra desnecessária, na maioria das vezes.

A sociedade, assim, é moldada por padrões de consumo que induzem o modo de pensar, se vestir, divertir, comprar e comer da população, como se todos fossem robôs programados. Criou-se um novo modo de consumo e específico de socialização, segundo o sociólogo Baudrillard, em que consumir se tornou uma estratégia de representatividade. Essa questão se tornou doentia de certo modo, pois as pessoas se baseiam em bens materiais para ganhar relevância em determinado meio que é o caso do ‘’ter para ser’’, o qual causa grande preocupação social pelo fato desse transtorno ser visto já nos jovens. Jovens esses que se tornam adultos inconsequentes frente ao consumo, de tal forma, que enxergam no consumismo um meio de prazer e realização pessoal, o que se torna e é um problema psico-social.

Para que se minimize, enfim, esse processo de consumo desenfreado e inconsciente, urge uma maior conscientização do consumidor, através do Ministério da Educação, por meio de uma reformulação da grade curricular, em que palestras e aulas através de debates sobre educação financeira sejam acrescentadas. Para que, assim, os jovens possam ter o contanto com uma forma mais consciente de se consumir e entender os problemas causados pelo ato inverso e, consequentemente, se tornaram cidadãos conscientes. Ademais, a mídia e os meios sociais devem rever seu conteúdo, os valores culturais, sociais e a forma como essas informações são passadas a população, pois ela tem grande poder de intervenção e mudança na vida dos indivíduos.