Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/04/2018

A Revolução Industrial foi uma das principais incentivadoras do consumo no mundo, principalmente após a invenção dos meios de transporte, ferroviários, aéreos e marítimos, facilitando o transporte das mercadorias, gerando, assim, o consumo em massa. Nesse sentido, nota-se o hábito de aquisição de mercadorias muito presente no dia a dia dos brasileiros. Diante disso, é válido ressaltar, entre outros fatores, o avanço tecnológico e a necessidade de compra como as principais causas do consumismo.

Em primeiro plano, é visível o avanço tecnológico dos últimos anos como um importante aliado para as vendas em massa. Diante do exposto, torna-se evidente o uso de inovações tecnológicas proporcionando a indispensabilidade de compra nos brasileiros, através de propagandas apelativas que, com o uso de verbos no imperativo, expressam ordens de compra, originando o desejo por determinado produto, outro exemplo das modernizações é a obsolescência programada, que cria um ciclo de obtenção de novos objetos. Como consequência, a sociedade acaba tornando-se uma grande massa consumidora, associando a compra ao prazer.

Assim, junto às novas tecnologias, criou-se a indispensabilidade de consumo. Nessa perspectiva, é notável o aumento da facilidade de compras dos brasileiros nos últimos anos, como por exemplo o aumento da classe média e do salário mínimo, no início do século XXI, e as novas formas de pagamento, como os cartões de crédito que facilitam a aquisição de novas mercadorias. Além disso, comprar virou lazer para os brasileiros, conforme dados do SPC (Serviço de Proteção ao Cliente) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Logistas), em que 3 a cada 10 consumidores afirmam ter a compras como um divertimento. Como efeito disso, o brasileiro cria dívidas que seriam desnecessárias para o momento, acarretando em um consumismo exagerado e não programado.

Logo, é de suma importância que medidas sejam tomadas para frear o consumo excessivo no Brasil. Assim sendo, é indispensável que, principalmente as escolas, conscientizem os alunos através de aulas práticas de educação financeira, como por exemplo, anotar todos os gastos, juntar dinheiro para comprar à vista e livrar-se das dívidas e evitar o consumo de produtos não essenciais, a fim de evitar que o hábito de comprar se torne um ponto negativo, desassociando a aquisição de mercadorias do prazer. Além disso, é imprescindível que o governo crie programas que facilitem a quitação de dívidas para os que já estão inadimplentes, além de orientar para não se endividarem mais, através de companhas televisivas com propagandas esclarecedoras, tirando dúvidas da população, a fim de criar um consumidor consciente.