Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 08/04/2018
A frase “Consumo, logo existo” pronunciada por Bauman retrata, no Brasil, uma realidade tangível, onde os cidadãos buscam cada vez mais ter para se sentirem pertencentes à um grupo social. Infelizmente, a esmagadora maioria da população não pratica o consumo apenas do necessário, o que acontece atualmente é o consumismo, onde a prática de consumir está até mesmo relacionada a busca da felicidade.
O consumismo no Brasil, dentre outros fatores, está relacionado a necessidade de pertencer à uma comunidade, e de fato, humanos tem o instinto natural de querer pertencer à um grupo. No entanto, no século XVI, infelizmente, o brasileiro encontra-se numa sociedade espetáculo, onde há segregação pelo simples fato de não possuir artigos como roupas de marca, tênis transado e os smartfones mais recentes. Os jovens, evidentemente, são os mais afetados por essa vergonha, e a falta de acompanhamento tanto dos pais quanto professores podem gerar diversas consequências drásticas: suicídio pela falta de pertencimento, adultos impulsivos que compram sem limites, gerando dívidas gigantescas.
Desde a mecanização da produção, houve um estímulo forte no que tange o consumo, a fim de manter o sistema capitalista em rigor. No entanto para isso, foi também estimulado na população o fetiche sobre a mercadoria: construindo a ilusão de que a felicidade é encontrada através da compra de um produto. Na sociedade pós-moderna, essa marca ainda está forte, e as propagandas publicitárias são exemplos de como a ilusão ainda é incentivada nas pessoas, como o catálogo da Coca-Cola “Felicidade Retornável/Abra a felicidade” fazendo menção as garrafas da marca.
Para que se minimizem, então, os hábitos de consumo excessivos dos brasileiros, urge um esforço do MEC para incluir na grade curricular Nacional disciplinas especializadas em auxiliar os jovens a administrar seu dinheiro, como Educação Financeira, a partir da adaptação de conteúdos às faixas etárias em questão. Além disso, deve o campo jurídico regulamentar um limite de endividamento, através de propostas de leis que devem ser debatidas pelo legislativo federal, visando estagnar o crescimento de dívidas dos cidadãos.