Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/04/2018

Com o advento da Primeira Revolução Industrial, houve um aumento na oferta e na compra de produtos, que tornaram-se obsoletos cada vez mais rápido. Esse cenário, atualmente, de consumo desenfreado se matem presente na realidade dos brasileiros, trazendo problemas em aspectos financeiros e ambientais.

Segundo o escritor e representante da FALASP, Federação das Academias de Letras e Artes de São Paulo, Jaak Bosmans, “a globalização encurtou as distâncias métricas, aumentando muito mais as distâncias afetivas”. Fato que se confirma com cidadãos que buscam no consumismo suprir as carências emotivas, em detrimento da estabilidade econômica.  Por conseguinte, pessoas veem-se endividadas por acreditarem em propagandas que afirmam que a felicidade é adquirida com bens materiais.

Outro fator negativo, causado pela irresponsabilidade na hora de comprar, é o excesso de lixo gerado. De acordo com o  Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2016, anualmente, o Brasil produz cerca de 71,3 milhões de toneladas de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos). Como resultado, autoridades, tanto municipais, quanto estaduais tentam, dificultosamente, encontrar medidas adequadas para o descarte dos resíduos.

Em virtude dos fatos mencionados, fica notório que o consumismo traz consequências  não só para o indivíduo, mas também para toda a sociedade. Sendo assim, é necessário que o CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, adote uma postura mais rígida em relação a campanhas com forte apelo emocional, com o intuito de evitar que as pessoas adquiram produtos para sentirem-se felizes. Ademais, ONGs deverão divulgar palestras, durante os comercias televisivos, a fim de informar os cidadãos sobre os malefícios de compras desregradas.