Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 08/04/2018
O consumismo é o hábito de adquirir produtos e serviços sem precisar deles. É a compra pelo dese-
jo, e não pela necessidade. Cabe então dar embasamento histórico a esse fenômeno de dimensão mundial, que é produto do sistema capitalista. Além disso, evidencia-se que o consumismo é uma caraterística do ser social, enquanto o consumo faz parte da essência cultural do ser humano. Logo, se urge por hábitos mais conscientes de consumo no país e assim minimizar inúmeras problemáticas.
Inicialmente, cabe ressaltar que a cultura de consumo tem sua origem ligada aos altos custos do clero e nobreza que contrastavam com os recursos escassos do povo. Esta intensificou-se e difundiu-se para uma parcela mais ampla da população, após a Revolução Industrial do final do século XVIII. Posteriormente, no século XIX, a chamada de era do capital, em que houve a propagação do liberalis-
mo que tem como fundamento a expansão das linhas de crédito. Simultaneamente, consolidou-se a globalização que aprofunda a interdependência e uma maior circulação de informação que potencializam as vendas em massa. Em suma, a fusão desses processos históricos resultam em um avanço tecnológico e uma facilidade em consumir compulsivamente. Em outras palavras, segundo Karl Marx, o capitalismo fetichiza a vida através de mercadorias e, cada vez mais, humanizando produtos para virar necessidade.
Ademais, o consumo por estar tão intrínseco na cultura associa-se à felicidade. Logo, acarreta na insaciabilidade dos desejos, levando as pessoas sempre consumir mais para se satisfazerem. Como resultado, as pessoas associam ter bens para ser alguém de prestígio social e só assim vem a felicida- de. Além disso, na sociedade contemporânea os produtos perdem sua atratividade rapidamente, juntamente com a obsolescência programada que torna a mercadoria não-funcional e a mídia com propagandas abusivas que relacionam consumo e prazer. Entretanto, esse aspecto entra em várias problemáticas como ajudar a acentuar a diferença de classes, transtornos psicossociais ao ter o consu- mo como lazer e problemas ambientais diante da voracidade imperativa em jogar fora e substituir por outra mercadoria mais atual.
Decerto, percebe-se o quanto o exagero ao consumir acarretam em sérios impasses na sociedade. Destarte, visando reduzir o consumo irresponsável é necessário uma educação financeira, principalmente, para às crianças, em que a família e a escola promovam por meio de ações educativas,tais como workshops. Bem como o Estado, através da mídia fomente projetos de uma economia compartilhada, a fim de compartilhar bens e pegar impostos menores ao realizar o projeto, assim contribuindo positivamente para o controle financeiro e para o planeta.