Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 09/04/2018
Desde a ascensão do capitalismo os hábitos de consumo dos indivíduos são remodelados incessantemente, a fim de sustentar o sistema. Na contemporaneidade, os cidadãos estão cada vez mais reféns das práticas consumistas, e a falta de um planejamento financeiro acaba afetando outras áreas que tangenciam o convívio da comunidade e o desenvolvimento cognitivo das crianças. Desse modo, fica evidente a necessidade de uma reeducação financeira, fator que torna as escolas imprescindíveis nesse processo.
Com o advento da revolução industrial e a consolidação do capitalismo, tornou-se impossível não estar inserido em um meio consumista fútil, seja na busca de integração à determinados grupos sociais ou em resposta aos estímulos massivos do marketing, que bombardeiam os cidadãos constantemente, afinal, as campanhas publicitárias dão duro para persuadir o consumidor do modo mais sutil e sorrateiro possível. Em consonância, a ausência de um consumo consciente influencia direta e negativamente o meio em que se vive, pois quanto mais se consome, mais matéria prima é retirada da natureza e mais resíduos são gerados.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas 3 em cada 10 brasileiros são consumidores conscientes, fator que evidencia a falta de planejamento financeiro na vida dos brasileiros. Um outro questionamento é quanto às crianças que cada vez mais cedo estão expostas ao desejo de consumir, através das mídias sociais e da indústria de entretenimento que exploram a fragilidade do censo crítico em formação dos pequeninos com produtos caros e pouco funcionais.
Logo, as escolas devem ajudar no combate ao consumo inconsciente por meio da valorização de atividades que estimulem e desenvolvam a educação financeira. Isso pode ser feito mediante ações interativas e envolventes, como frequentes gincanas financeiras, jogos internos e aulas que diversifiquem o conhecimento adquirido, com o fim de obter adesão dos alunos e instituir o hábito de saber usar para não faltar.