Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 09/04/2018

O consumo é o pilar do crescimento econômico e inerente às sociedades atuais. No entanto, mesmo que o ato de consumir seja necessário, os hábitos de compra dos brasileiros estão cada vez mais prejudiciais não só aos que os praticam, mas também a estrutura social ao seu redor. Desse modo, é vital identificar as raízes desse problema e, ao menos, minimizá-lo.

De acordo com o SPC e CNDL, apenas 28% dos brasileiros consomem de forma consciente, nesse sentido, faz-se interessante elencar as razões por trás do consumo inadimplente dos cidadãos. Com o avanço do capitalismo e da modernização, inúmeros são os produtos e suas variedades, tal como as propagandas focadas em fazer com que o indivíduo os considere necessários a sua vida. Aliada à crença de certos produtos são essenciais, está a obsolescência programada: ferramenta capitalista que limita a vida útil dos itens, fazendo com que as pessoas sintam a necessidade de comprar outros atualizados. Dessa forma, cria-se a legitimação identitária baseada naquilo que o ser possui, além da acentuação de diferenças sociais, posto que aquele que tem o modernizado, torna-se bem visto.

Entretanto, os costumes imprudentes de consumo dos brasileiros, além de apontar a carência de educação financeira desses, também gera consequências. As mazelas notadas primeiramente são aquelas que atingem os indivíduos de forma direta, como registros de inadimplência em órgãos como SPC e Serasa, bem como dívidas exorbitantes originárias de gastos com cartões de créditos. Além desses impactos notórios, é importante mencionar aqueles que afetam o meio ambiente, o qual sofre não só com a exploração de seus recursos para a produção de matéria prima, mas também com o excesso de lixo. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016, o país produz cerca de 71,3 milhões de toneladas de lixo sólido por ano. Em suma, o impacto das despesas excessivas vai além da privacidade do cidadão e atinge, também, sua estrutura social.

Portanto, diante da problemática dos hábitos de aquisição dos cidadãos canarinhos, é primordial minimizar essa situação. A fim de sanar os déficits de educação financeira, é preciso que as instituições escolares criem projetos para ensinar as crianças a gastar de forma consciente, os quais seriam embasados em uma alteração de currículo por parte do Ministério da Educação, simulando situações de consumo. Ademais, é importante que ocorra a regulamentação de propagandas, por parte do Estado, para que essas não manipulem os indivíduos de forma tão abrupta. Assim, no futuro, faz-se possível que os brasileiros possam atingir um equilibro em relação a forma com que consomem.