Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 09/04/2018
O “American Way Of Life” - em português, jeito ou estilo americano - difundido no contexto pós primeira guerra mundial, caracteriza- se pela obtenção da felicidade pelas famílias americanas através da compra de produtos industrializados. Tal estilo caracteriza o início de uma sociedade global e, sobretudo, consumista. Na atual realidade brasileira, já no século XXI, não houve muita mudança, visto que sob influência midiática e relevância no status social, o consumo desnecessário (consumismo), ganha proporções preocupantes, como a destruição do meio ambiente.
Em primeiro plano, a influência midiática exerce papel preponderante ao incentivo ao consumo desenfreado, desnecessário e compulsivo. Os sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer propuseram no século XX o conceito de Indústria Cultural, segundo o qual há uma tentativa midiática de padronizar os comportamentos da população e incentivar o consumo. Nesse contexto, propagandas televisivas destinadas aos adultos e até mesmo às crianças, visto que essas influenciam nas compras dos pais, tentam mostrar que determinados produtos são necessários e promovem a felicidade quando, na verdade, tal necessidade e promoção não se aplica ao todo, gerando uma cadeia desenfreada de consumo.
Outrossim, é válido destacar que os hábitos de consumo dos brasileiros são diretamente induzidos por princípios típicos da sociedade atual, como “o homem vale aquilo que tem”. Sendo assim, os indivíduos acabam usando as compras como gatilho para a obtenção de valor, status social e, muitas vezes, melhora no humor, já que de acordo com pesquisas da Universidade de Brunel (Inglaterra), ao comprar algo desejado algumas zonas cerebrais liberam dopamina (substância responsável por melhorar o estado de ânimo). Dessa forma, muitos consumidores, ao comprarem o indevido acabam ficando endividados, além de contribuírem para a destruição da natureza, devido ao lixo e a poluição gerada no processo de produção dos objetos (eliminação de gases poluentes por indústrias) e pelos próprios produtos, como os meios de transporte.
Destarte, é notório que a mídia e a busca por status social interferem negativamente nos comportamentos de consumo dos brasileiros, contribuindo para a destruição do meio ambiente e para o endividamento das pessoas. Logo, é necessário que o Ministério da Educação atue em parceria com a mídia, estimulando o pensamento crítico na sociedade, por meio de palestras em escolas e propagandas televisivas, evitando a entrada da população no mundo do consumo sem a devida consciência. Dessa forma, tanto o homem, quanto o meio ambiente estariam protegidos dos perigos do consumo compulsivo e desnecessário.