Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 09/04/2018
A “Pop Art”, movimento artístico de contracultura do século XX, utiliza-se de uma linguagem figurativa para criticar o consumismo. Na sociedade brasileira hodierna, o descontrole em relação à compra origina-se da alienação midiática e da ausência de educação financeira, revelando um cenário desafiador a ser enfrentado.
Decerto, o poder persuasivo da indústria publicitária é um dos fatores que reforça esse problema. Isso porque, a partir de propagandas com forte apelo psicológico, fomenta-se o sentimento de necessidade de consumir além do essencial. A esse respeito, os filósofos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer utilizavam-se do conceito de “Indústria Cultural” para designar as diversas estratégias empreendidas pela mídia que objetivavam estimular a massificação do consumo.Desse modo, o processo educativo é imprescindível para orientar uma postura crítica do consumidor.
De outra parte, a inexistência de uma alfabetização financeira dificulta o combate do consumismo. Apesar de após o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o aumento do crédito- proporcionado por medidas, como a redução de impostos sobre automóveis- ter incentivado o consumo ,tal resolução não veio acompanhada de políticas educativas de controle orçamentário. Por conseguinte, o crescimento do endividamento das famílias e da inadimplência, conforme atestam dados do Serviço de Proteção ao Crédito(SPC),são resultados da indiligência governamental. Sendo assim, é inconcebível pensar no enfrentamento desse quadro sem a atuação efetiva do Poder Público no âmbito do ensino.
Fica evidente, portanto, a necessidade de combater os maus hábitos relacionados ao consumo. Para isso, cabe ao Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Educação, propor medidas legislativas, por intermédio de Projeto de Emenda Constitucional(PEC) que objetive incluir em Parâmetros Curriculares Nacionais dos Ensinos Fundamental e Médio os disciplina de Economia, adequando a cada faixa etária. Almeja-se, com isso, formar cidadãos críticos, de modo a mitigar a influência midiática.