Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 09/04/2018
“Em um mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção.” A máxima do político Ken Mehlman ilustra o contexto hodierno brasileiro, no qual, apesar dos mecanismos de informações existentes, que revelam a busca pelo fim da inadimplência dos credores do país, o consumismo ainda se faz presente, em proporções cada vez maiores. Desse modo, evidenciam-se a forte influência da mídia sobre os compradores, bem como a associação da prática a momentos de lazer. Destarte, é imprescindível que o Estado adote medidas conscientizadoras através de propagandas, que mostrem a necessidade de conscientização na hora das compras.
A priori, a aquisição de bens duráveis ou não, transformou-se em sinônimo de moda nos últimos anos. Nessa perspectiva, os consumidores alienados pelas propagandas que induzem a obtenção de produtos acabam adquirindo os mesmos apenas para luxuria, a exemplo do que aconteceu durante o governo de JK, no qual anúncios estimulavam a compra de carros, em virtude das recém chegadas industrias automobilísticas. Em face dessa conjuntura, muitos acabam endividados por não conseguirem quitar suas dívidas, fazendo com que empresas como a SERASA, notifiquem cada vez mais endividados, devido suas negligências com o consumo em excesso.
A posteriori, a obtenção de produtos supérfluos associados a ocasiões de lazer é ainda um agravante da situação. Haja vista que durante atividades como passeios turísticos e viagens podem ocasionar um consumo excessivo, uma vez que produtos são obtidos com a justificativa de servir de recordação de determinado local, ou para presentear alguém da família. Em decorrência disso, muitos acabam contraindo dívidas além do estipulado, uma vez que esses atos acabam se relacionando a momentos afetivos, no qual seduzidos pelos vendedores acabam contraindo produtos que não terão tanta utilidade em seu cotidiano.
Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática. Assim sendo, o Estado deve assegurar a melhoria das políticas públicas relacionadas as finanças, por meio de parceria com empresas privadas, criando acordos para o desenvolvimento de programas que busquem negociar as dívidas dos inadimplentes, além de estimular uma maior autonomia pelo SERASA, com o objetivo de uma maior fiscalização do consumo pela sociedade. Paralelamente, as Universidades que ofertam cursos nas áreas contábeis e administrativas, em parceria com o Governo, podem desenvolver ações como, palestras e cursos sobre como gastar com consciência, por meio de campanhas governamentais contínuas, mobilizações, que promovam um novo panorama econômico, com o fito de atingir o bem-estar coletivo.