Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 09/04/2018

O ditado popular “de graça nem injeção na testa” nunca fez tanto sentido como em nossa sociedade que vive o auge do capitalismo. Absolutamente tudo o que têm-se, direta ou indiretamente, tem algum valor monetário agregado. No entanto, os hábitos de consumo desenfreados do brasileiro suscitam discussões.

Em primeira análise, cabe destacar a influencia da publicidade. Montesquieu, afirma que para manter uma sociedade consumista é necessário “tornar uteis as coisas supérfluas e necessárias as coisas uteis”, ou seja, despertar o sentimento de necessidade sobre objetos outrora não essenciais. A mídia, em conjunto com as redes sociais desempenha o papel na criação de necessidades com maestria, através de anúncios publicitários e, por vezes, falsos descontos imperdíveis que irão acabar em poucos minutos.

Además, casos de pessoas desesperadas que possuem dividas exorbitantes e impagáveis com estabelecimentos e bancos são uma realidade cada vez mais comum. Tal comportamento reflete uma anomalia social em que as pessoas compram como forma de aliviar o estresse diário, já que de acordo com o IPC, apenas 28% dos brasileiros consomem de forma consciente. Sendo assim, fica evidente que a educação financeira não faz-se presente na vida de quase 70% da população brasileira, que essas são influenciadas com maior facilidade.

Dessa forma, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para que a economia, relações interpessoais e o  psicológico individual não sejam ainda mais afetadas. A escola, com seu papel de formação cidadã, deve estender, através de projetos em parecia com cursos de economia e administração, a educação financeira dada nos primeiros anos da alfabetização, visando com isso, a mudança de hábitos e o consumo cada vez mais consciente. O Ministério das Comunicações, deve, em parecia com estados e municípios, aumentar a fiscalização no meio publicitário, inibindo falsas propagandas e regulamentando a criação de novas.