Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 20/09/2022

A Constituição federal de 1988, através da incorporação dos direitos de terceira geração, visa garantir uma saúde de qualidade para todos os cidadãos. Todavia, não é isso o que ocorre na realidade, uma vez que a desigualdade na distribuição de vacinas contra a Covid-19 impede que os indivíduos tenham seu bem-estar preservado. Dessarte, cabe debater como essa mazela faz com que o contágio de coronavírus seja ampliado e a população carente fique a mercê do vírus.

De início, deve-se destacar que as doenças contagiosas só são erradicadas quando se atinge a imunização de rebanho - quando todos estão vacinados. Segundo uma pesquisa feita pelo Portal G1, aproximadamente 5% da população brasileira não tiveram acesso a todas as doses da vacina contra covid-19 por motivos váriados. Ademais, isso compromete que os cidadãos possam estar protegidos do doença, devido a possibilidade do vírus se reproduzir e sofrer mutações e com isso inutilizar todos os esforços dos cientistas de por fim nessa pandemia. Dessarte, isso compromete os avanços já feitos e expõe todo um conjunto de nações a um mal que já deveria ter sido erradicado.

Em segundo lugar, vale ressaltar que desde a idade média que a parcela pobre da população sempre foi a mais afetada pelas diversas pondemias que ocorreram durante a história. Outrossim, a permanência dessa incidência que recai sobre os mais necessitados ainda mostra-se presente, dado que, essas pessoas que não possuem poder aquisitivo, acesso privilegiado aos meios de comunicação e em alguns casos nem mesmo podem se locomover até os pontos de vacinação. Dessa maneira, ao somar esses fatores com a má distribuição de vacinas de covid-19 tem-se uma situação onde muitos estão excluidos do direito a saúde.

Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve criar medidas que tenham por objetivo ampliar a vacição de pessoas de grupos marginalizados. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública para a compra de imunizantes que serão distribuidos de forma igualitária, assim como a realização de campanhas que informem a população sobre os períodos de vacinação. Somente assim, a Constituição Cidadã será respeitada.